02/07/2019 11h00
Ação da PF confisca R$ 75 milhões em barcos, carros e casas do tráfico em SC
A PolÃcia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira, 4, a Operação Joias do Oceano, para apurar esquemas de lavagem de dinheiro mantidos por um grupo de traficantes que exportava cocaÃna para a Europa e outros paÃses por meio dos Portos de Itajaà e Navegantes, em Santa Catarina. As ações também têm como objetivo sequestrar bens móveis e imóveis que totalizam R$ 75 milhões, indica o Ministério Público Federal (MPF).
Na ação, 140 policiais cumprem 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Balneário Camboriú, Barra Velha, São Francisco do Sul, Joinville e Araquari. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Federal Criminal de ItajaÃ, que determinou ainda a prisão preventiva de um dos principais lÃderes do grupo, que estava em liberdade condicional desde dezembro de 2017.
Os agentes vão apreender 25 imóveis, 23 veÃculos automotivos e cinco embarcações, além de maquinário utilizado na logÃstica retroportuária. Segundo a Policia Federal, os bens do grupo teriam sido adquiridos com o dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
Muitos dos imóveis sequestrados são de alto luxo, entre eles apartamentos nos condomÃnios de Balneário Camboriú, Joinville e São Francisco do Sul, além de casas de campo e salas comerciais, indicou a PF. Os automóveis também seguem este padrão.
A operação é um desdobramento da Operação Oceano Branco e resulta da continuidade de apurações do Ministério Público Federal, da PolÃcia Federal e da Receita Federal, informou a Procuradoria da República em Santa Catarina.
Segundo a PF, no final de 2017, 35 integrantes da organização criminosa já haviam sido presos, entre eles os chefes do grupo. Na ocasião, foram identificadas remessas de mais de oito toneladas de cocaÃna para paÃses como Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, Turquia e México.
Após as detenções, a investigação apurou que os principais investigados tinham patrimônios milionários em seus nomes e nos de terceiros - parentes, empresas e outros "laranjas". A partir de então, a apuração se voltou para a licitude da aquisição dos bens e nos mecanismos usados para a lavagem do dinheiro do tráfico, apontou a PolÃcia Federal.
Além das condutas já apuradas, os investigados responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, que prevê pena de 3 a 10 anos de prisão, informou a PolÃcia Federal. Segundo o órgão, os investigados estão sujeito ainda a um aumento de pena de um a dois terços por se tratar de reiteração criminosa.
Fonte: Estadão Conteúdo