09/08/2019 14h00
Assassino do pai ou do filho não deveria sair da prisão no Dia dos Pais, diz Moro
O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, afirmou que assassino do próprio pai ou do filho não deveria ter benefÃcio de 'saidinha' da prisão na data comemorativa do Dia dos Pais. Em sua conta no Twitter, nesta sexta-feira, 9, ele foi taxativo. "Parricidas ou filicidas não deveriam sair da prisão em feriado do Dia dos Pais."
Moro retuitou o presidente da República, Jair Bolsonaro que, na quinta-feira, 8, demonstrou indignação com a 'saidinha' de Alexandre Nardoni, condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da filha, Isabella. "O caso Isabella, ocorrido em 2008, repercutiu em todo o Brasil. A criança de 5 anos foi jogada pela janela de seu apartamento. Hoje o pai, condenado pelo assassinato, é beneficiado pela saÃda temporária de dia dos pais. Uma grave ofensa contra todos os brasileiros. Lamentável!", escreveu o presidente.
Nesta sexta, Moro postou: "É imoral e afeta a confiança das pessoas no império da lei e da Justiça."
O ministro ponderou que "não adianta culpar o juiz". "Precisa mudar a lei atual."
E aproveitou para, uma vez mais, defender sua grande aposta para reduzir a impunidade no PaÃs: "Apoie o projeto de lei anticrime."
O ministro não citou nomes em seu post, mas se refere a Nardoni, condenado em março de 2008 e que deixou na quinta a Penitenciária II de Tremembé, no Vale do ParaÃba, interior paulista, para a saÃda temporária de Dia dos Pais.
Nardoni ganhou o benefÃcio do regime semiaberto em abril, por bom comportamento na cadeia. É a primeira vez que ele ganha 'saidinha'. Terá que retornar a Tremembé até segunda, 12.
A mulher de Nardoni, Anna Carolina Jatobá, condenada pelo mesmo crime, já está no semiaberto desde 2017. Ela também ganhou 'saidinha'.
Moro tuitou: "Tem coisas na legislação brasileira que não dá para entender, como diz o presidente da República Jair Bolsonaro. Estamos trabalhando para mudar. No projeto de lei anticrime, consta a vedação de saÃdas temporárias da prisão para condenados por crimes hediondos."
Fonte: Estadão Conteúdo