15/04/2018 08h50
Atos marcam 1 mês da morte de Marielle
Ainda sem resposta para a pergunta "Quem mandou matar Marielle?", manifestantes fizeram um ato no amanhecer de ontem no Largo do Machado, na zona sul do Rio, para marcar um mês do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Manifestações também aconteceram em outras cidades.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presente ao ato, disse que o assassinato é um dos crimes mais complexos do Rio. Para ele, o "Amanhecer por Marielle" é a forma de responder à violência mostrando que a luta da vereadora cresceu após o crime. "Nossa resposta é a do afeto. Queremos justiça e não vingança", completou.
O vereador TarcÃsio Mota (PSOL) ressaltou que o assassinato deu visibilidade à s causas da vereadora, que atuava no campo dos direitos humanos e foi a quinta mais votada nas últimas eleições no Rio.
Na capital paulista, um ato foi realizado no fim da tarde de ontem. Organizada pelo coletivo Contra o GenocÃdio Negro, a manifestação teve inÃcio por volta das 16 horas e teve uma caminhada pela Avenida Paulista, que seguiria até o Largo do Paiçandu, na região central da cidade.
Investigações
A famÃlia de Marielle deve se reunir com a polÃcia amanhã, para ter informações sobre o caso. A irmã da vereadora, Anielle Franco, disse que é importante fazer justiça. E reafirmou que a famÃlia precisa ser informada sobre os rumos da investigação.
Marcelo Freixo lembrou que o assassinato da juÃza PatrÃcia Acioly, que tinha muito mais indÃcios para pautar a linha de investigação, foi elucidado em dois meses. "Quanto mais sigilosa for a investigação, melhor. Mas é importante ter um diálogo permanente entre a chefia da polÃcia e a famÃlia, até para que eles possam ter mais tranquilidade de que o crime será desvendado", afirmou Freixo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo