30/12/2021 12h50
Bolsonaro diz que recusou ajuda da Argentina para a Bahia por ser 'muito cara'
O presidente Jair Bolsonaro confirmou, em suas redes sociais, que o governo brasileiro recusou a ajuda humanitária oferecida pela Argentina à s vÃtimas das chuvas na Bahia. Segundo o presidente, a oferta de dez homens - os "capacetes brancos, que atuam em operações de socorro - foi feita ao Itamaraty pela Chancelaria Argentina. No entanto, segundo ele, o "fraterno oferecimento" era "muito caro para o Brasil" e aconteceu quando as Forças Armadas e a Defesa Civil já prestavam a assistência local. "A avaliação foi de que a ajuda argentina não seria necessária naquele momento", escreveu o presidente em rede social.
Bolsonaro afirmou que o PaÃs está aberto a ajuda e doações internacionais na série de postagens publicada pela manhã. De acordo com o presidente, o trabalho de assistência à população já estava sendo realizado, "inclusive com o apoio de três helicópteros da Marinha". Contudo, Bolsonaro não descartou a possibilidade de aceitar a ajuda no futuro, quando a Argentina "poderá ser acionada oportunamente, em caso de agravamento das condições".
"Ontem, o Itamaraty aceitou doações da Agência de Cooperação do Japão (JICA): são barracas de acampamento, colchonetes, cobertores, lonas plásticas, galões plásticos e purificadores de água, que chegarão à Bahia por via aérea e/ou serão adquiridos no mercado brasileiro", relatou.
A recusa da ajuda do governo argentino pegou de surpresa o governador do Estado, Rui Costa (PT), que já havia feito uma publicação no Twitter agradecendo pelo auxÃlio do paÃs vizinho. "Agradeço aos argentinos e peço ao Governo Federal celeridade na autorização para a missão estrangeira", publicou, ontem.
CrÃtico de como o governo vem conduzindo a tragédia, com recursos insuficientes e sem a presença do presidente, Costa disse nesta quinta que, mesmo que não venham recursos federais, "o Governo do Estado reconstruirá todas as casas e as cidades que foram destruÃdas com as chuvas na Bahia. Vamos estabelecendo prioridades e, ao longo de 2022, em parceria com os MunicÃpios, nós vamos garantir uma moradia digna à s pessoas", relatou.
Fonte: Estadão Conteúdo