15/02/2021 17h52
Boris Johnson lamenta 100 mil mortes por covid-19 e não prevê fim de lockdown
No dia em que o Reino Unido ultrapassou a marca de 100 mil mortes por coronavÃrus, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, expressou condolências pelas vÃtimas durante a pandemia, que ele chamou de mais grave crise enfrentada pelo paÃs desde a Segunda Guerra Mundial. "É difÃcil calcular a tristeza embutida nessa cruel estatÃsticas", disse.
Em coletiva de imprensa, o premiê afirmou que, devido ao elevado número de casos diários da doença, ainda não é possÃvel prevê quando as medidas de restrição à circulação de pessoas começarão a ser relaxadas. Segundo ele, o fim do lockdown vai depender da capacidade de reduzir o volume de infecções e de acelerar a vacinação. "Já imunizamos mais de 6,8 milhões de pessoas", revelou.
Johnson acrescentou que "tem confiança" na oferta de imunizadores disponÃvel no Reino Unido. Sobre especulações de que a União Europeia pode limitar as exportações de vacinas produzidas no bloco, o polÃtico conservador se limitou a dizer que espera que os parceiros "honrem os compromissos contratatuais".
Cientista-chefe do governo britânico, Chris Whitty apresentou um quadro desafiador da epidemia no paÃs insular. Ele explicou que a quantidade de diagnósticos começou a se estabilizar, mas está desacelerando "de forma muito lenta". Questionado sobre o motivo de não ter decretado lockdown em setembro, Whitty ressaltou que a situação atual é diferente por conta das novas mutações do vÃrus. "Será muito mais difÃcil conter essas variantes", pontou.
Fonte: Estadão Conteúdo