24/02/2020 21h20
Brasil recebeu ao menos 5,3 mil voos de países em lista de alerta por coronavírus
O Brasil recebeu ao menos 5,3 mil voos, no ano passado, dos paÃses incluÃdos hoje na lista de alerta do Ministério da Saúde por risco de coronavÃrus. O número de passageiros que vieram da Itália, França Alemanha e Emirados Ãrabes soma 1,3 milhão de pessoas, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Além destes, outros quatro paÃses - Austrália, Filipinas, Malásia, Irã - entraram no rol de origens monitoradas, mas não há voos diretos ao Brasil, segundo os registros da Anac.
Com esta medida, serão considerados suspeitos da doença pessoas que estiveram nestes locais nos últimos 14 dias (tempo de incubação do vÃrus) e que apresentam sintomas da doença, como febre e tosse. O novo enquadramento é resultado da confirmação da transmissão do vÃrus dentro desses paÃses.
Da lista de paÃses sob alerta, a França foi a origem da maior parte dos passageiros (490,9 mil), seguido pela Alemanha (356,4 mil), Itália (354,6 mil) e Emirados Ãrabes (193 mil).
Antes da nova definição, pessoas com sintomas de gripe vindas destes paÃses não recebiam atenção especial da vigilância sanitária brasileira, pois a suspeita de novo coronavÃrus era descartada na hora. Agora, haverá um protocolo especÃfico em que, caso o passageiro tenha febre associada a algum outro sintoma, será enquadrado automaticamente como caso suspeito. Uma análise clÃnica poderá ser feita no desembarque pela autoridade sanitária e, caso a suspeita se mantiver, o passageiro deverá ser levado a um hospital.
Na Europa, a maior preocupação é com a Itália, que já registrou mais de 200 casos e sete mortes. O surto se concentra principalmente no norte do paÃs, onde ao menos 11 cidades foram colocadas sob quarentena.
Segundo a Anac, em média, o Brasil recebe quatro voos diários vindos de cidades italianas. São três saindo de Roma e um de Milão. Da França são cinco, da Alemanha, três, e do Emirados Ãrabes, dois.
Em conversa exclusiva com o Estadão/Broadcast nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, afirmou não haver qualquer restrição de viagens para estes destinos.
Há recomendação do governo para que não sejam feitas viagens apenas para a China, onde mais de 2,5 mil pessoas morreram nos últimos dias após serem contaminadas.
Fonte: Estadão Conteúdo