19/10/2015 21h24
Cardozo e Pezão anunciam ação conjunta contra crime no Rio
Depois de uma reunião com comandantes e oficiais das Forças Armadas, chefes das PolÃcias Federal e Militar e representantes de outras instituições de segurança pública, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciaram ações conjuntas para atacar "pontos sensÃveis" e intensificar o combate ao crime no Rio de Janeiro, com foco também nos Jogos OlÃmpicos de 2016.
Apesar de constantes tiroteios em algumas favelas pacificadas, Pezão e Cardozo disseram que, até a OlimpÃada, não está prevista a ocupação de comunidades pelo Exército, a não ser em algum caso grave.
"Vamos preparar a segurança do Rio de Janeiro com vistas à OlimpÃada. Fizemos o mesmo com a Copa do Mundo. Vamos atuar mas áreas sensÃveis. O governo do Rio pode esperar todo apoio das forças federais e, na hora certa, das Forças Armadas. Queremos magnÃficos Jogos OlÃmpicos", disse Cardozo. O ministro não detalhou as áreas sensÃveis.
"Vamos começar sem que as pessoas percebam. Não podemos avisar previamente para não alertar os inimigos, afirmou.
Pezão disse que os confrontos em áreas com Unidades de PolÃcia Pacificadora (UPPs) "sempre preocupam". "Há grupos, facções tentando desestabilizar, mas não em todos os lugares. Grandes lideranças do tráfico estão presas e outras tentam mostrar poderio", afirmou o governador.
"Acertamos que até a OlimpÃada a gente não vai contar com efetivo das Forças Armadas, a não ser que algum fato relevante justifique", informou o governador.
Uma das linhas de ação será na repressão à entrada de armas pesadas, com reforço do policiamento nas fronteira e divisas dos Estados. Além da PolÃcia Rodoviária Federal, estarão envolvidos os serviços de inteligência das Forças Armadas e das polÃcias. "Temos um problema sério de entrada de armamentos. A PolÃcia Federal já deslocou um helicóptero para cá e estamos discutindo as entradas pelas rodovias federais", disse o governador.
Pezão e Cardozo disseram que reuniões desse tipo têm sido frequentes.
Fonte: Estadão Conteúdo