13/12/2017 14h10
Chuva de meteoros Gemínidas chegará ao ápice nesta madrugada
A chuva de meteoros GemÃnidas chegará ao ápice na madrugada desta quinta-feira, 14, e poderá ser vista a olho nu em qualquer lugar do Brasil onde o céu estiver limpo, a partir da meia-noite.
Uma chuva de meteoros ocorre quando, ao orbitar em torno do Sol, a Terra atravessa uma região onde há concentração de poeira e partÃculas. Ao entrar na atmosfera, as partÃculas se incendeiam, formando rastros luminosos no céu - as chamadas "estrelas cadentes".
As GemÃnidas ocorrem anualmente, entre os dias 9 e 19 de dezembro, mas entre os dias 13 e 14 o fenômeno chegará ao seu ápice, quando é possÃvel observar a maior quantidade de meteoros por hora.
Em geral, as GemÃnidas produzem, em média, 80 meteoros por hora. Mas em 2017 o fenômeno coincidirá com a Lua no fim de sua fase minguante - o que torna o céu bastante escuro - e o espetáculo poderá ser mais intenso. Em alguns anos, é possÃvel avistar mais de 120 meteoros por hora.
O nome GemÃnidas é derivado da constelação de Gêmeos, onde fica o radiante dessa chuva de meteoros. O radiante é o local do céu onde os meteoros parecem ter origem. Assim, para observar o fenômeno, basta olhar para a direção da constelação de Gêmeos.
Nesta época do ano, a constelação de Gêmeos aparece no horizonte, a leste, por volta das 21 horas e, por volta da meia-noite, ela já estará alta no céu, na direção nordeste. O melhor horário para observar as GemÃnidas será por volta das 2 horas da manhã, quando a constelação de Gêmeos já estará na direção norte.
A Nasa transmitirá o fenômeno ao vivo para quem estiver em um local com o céu encoberto. A transmissão pode ser acompanhada neste link: https://www.youtube.com/watch?v=LapXJCJFeXQ
Mistério astronômico
Em geral, as partÃculas que formam as chuvas de meteoros são detritos congelados espalhados por um cometa, quando ele se aproxima do Sol e forma uma cauda vaporosa.
Mas as GemÃnidas não têm nenhum cometa associado a elas e sim um asteroide - o 3200 Phaethon.
Com 5 quilômetros de diâmetro, o 3200 Phaethon passará no sábado, 16, a apenas 10 milhões de quilômetros da Terra - uma distância que, em termos astronômicos, equivale a "passar raspando".
O asteroide dá uma volta em torno do Sol a cada 1,4 ano, mas, desde que foi descoberto em 1983, ele nunca chegou tão próximo da Terra. Segundo a Nasa, porém, o asteroide não tem a menor chance de atingir o planeta.
Embora seja inofensiva, a passagem do 3200 Phaethon a 10 milhões de quilômetros - uma distância apenas 27 vezes maior que a existente entre a Terra e a Lua - chama a atenção dos cientistas, porque desta vez talvez seja possÃvel estudá-lo com mais precisão e desvendar um mistério astronômico: como um asteroide pode produzir uma chuva de meteoros.
Além de dar origem à s GemÃnidas, o asteroide também chama a atenção por sua órbita incomum, mais semelhante à s órbitas dos cometas que à s dos asteroides. Os cientistas levantaram diversas hipóteses para explicar essas caracterÃsticas anômalas, mas só poderão chegar a alguma conclusão se olharem o asteroide "de perto".
Segundo a Nasa, no dia 16 de dezembro, o 3200 Phaethon estará na mira dos radares dos observatórios de Goldstone e Arecibo, operados pela agência espacial.
Fonte: Estadão Conteúdo