09/04/2019 22h00
Cobrada por liberação de agrotóxicos, ministra diz que palavra final é da Anvisa
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defendeu que a Câmara dos Deputados convoque representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para falar aos parlamentares sobre a aprovação de pesticidas e defensores agrÃcolas. A ministra foi cobrada por parlamentares sobre a liberação de tais produtos neste ano. Ela participou por mais de seis horas de uma audiência pública Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara.
A ministra afirmou que nos últimos anos o Brasil demorou muito tempo para analisar e aprovar substâncias que já eram usadas por outros paÃses. "Nós demoramos tanto para aprovar essas moléculas que à s vezes outros paÃses retiram do uso por obsolescência, eles já não fazem mais efeito e entram novas moléculas. ... O que o Brasil fez foi segurar uma lista enorme de produtos que muitas vezes paÃses vizinhos já não estão mais usando. É muito simplista querer dizer que o Brasil está usando produtos que não poderiam estar sendo usados", afirmou.
Diante das cobranças, Cristina fez questão de enfatizar por diversas vezes que a Anvisa é quem dá a palavra final sobre a liberação dos pesticidas e defensores agrÃcolas e que a avaliação passa também pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) além do próprio ministério da Agricultura.
"Vocês têm que chamar a Anvisa aqui. Eu fico inconformada quando ela serve para aprovar medicamentos, mas não é a mesma Anvisa para aprovar os pesticidas ou defensores, o nome que vocês quiserem dar", disse.
Tereza disse ainda que há uma preocupação do Ministério da Agricultura de fazer com que a fila de substâncias que precisam ser analisadas e, eventualmente, aprovadas "realmente ande". "Para que a gente tenha moléculas menos tóxicas, que possam atender às várias culturas que precisam utilizar esses defensivos e para que a gente possa capacitar o agricultor sobre a aplicação das substâncias. Esse é o maior desafio", disse.
Fonte: Estadão Conteúdo