27/02/2021 12h50
Comerciantes e empresários do DF organizam manifestações contra lockdown
O anúncio do governo do Distrito Federal, de suspensão de atividades não essenciais a partir da zero hora deste domingo, 28, já provocou a mobilização de representantes do comércio e do setor produtivo. Pelo menos duas manifestações já estão previstas para os próximos dias na capital federal contra a decisão do governador Ibaneis Rocha (MDB).
A primeira deve ocorrer amanhã, à s 11h. Uma convocação está circulando pelas redes sociais para a concentração do movimento num centro comercial no Lago Sul, região nobre de BrasÃlia, onde mora o governador. A intenção é realizar uma carreata até a residência de Ibaneis. Na segunda, também à s 11h, está programada uma nova manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. Os manifestantes devem se reunir no estacionamento do Estádio Mané Garrincha e seguir em carreata até o Buriti.
O governador do DF editou na noite de ontem o decreto suspendendo todas as atividades e o funcionamento de estabelecimentos comerciais e industriais considerados não essenciais a partir deste domingo, para conter o avanço do novo coronavÃrus. A medida foi tomada após a ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) especÃficos para pacientes com a covid-19 atingir 98% no fim da tarde desta sexta-feira.
A medida é mais rigorosa do que a anunciada na quinta, quando Ibaneis havia decidido restringir apenas o funcionamento dos estabelecimentos entre 20h e 5h. As escolas da rede privada, que já tinham retomado as aulas presenciais, também serão fechadas.
Só estão autorizados a manter o funcionamento no DF supermercados, hortifrutigranjeiros, mercearias, padarias, postos de combustÃveis, farmácias, hospitais, clÃnicas e consultórios médicos e odontológicos, laboratórios, clÃnicas veterinárias, comércio atacadista, lojas de conveniência e minimercados em postos de combustÃveis exclusivamente para a venda de produtos; serviços de fornecimento de energia, água, esgoto, telefonia e coleta de lixo; lojas de material de construção, além de igrejas e templos religiosos.
Fonte: Estadão Conteúdo