08/11/2017 08h20
Ícone do bicicross é assassinado em SP
José Wilton Oliveira, o Drac, de 47 anos, considerado expoente do BMX - esporte também conhecido como bicicross e que conta com bicicletas preparadas para corridas e manobras - foi assassinado na manhã desta terça-feira, 7, em Santa CecÃlia, na região central de São Paulo. Drac estava na sua loja quando foi abordado por um homem com quem conversou por alguns minutos. Instantes depois, a mesma pessoa voltou e disparou três vezes contra a vÃtima, que morreu no local. A polÃcia investiga o caso.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o crime ocorreu por volta das 9h30 na Rua JesuÃno Pascoal, onde Drac tinha uma loja especializada em BMX Freestyle havia cerca de 20 anos. Uma testemunha de 25 anos disse ter visto o momento da conversa e quando o homem retornou realizando os disparos. Nada foi roubado da vÃtima, dos clientes ou da loja e, por isso, o crime foi registrado como homicÃdio simples e será investigado pelo Departamento de HomicÃdios e Proteção à Pessoa (DHPP) da PolÃcia Civil.
O crime chocou esportistas, cicloativistas e parentes de Drac, um grande apoiador do esporte no PaÃs. Ele, segundo amigos, competiu no inÃcio do BMX no Brasil, entre o fim da década de 1980 e meados da década de 1990. Depois, com a loja, passou a apoiar jovens atletas. "É uma perda irreparável. Era a pessoa por trás da promoção de eventos, capacitação de jovens atletas e articulação para patrocÃnios. A vida inteira era voltada para o que sempre curtiu", disse a jornalista e cicloativista Renata Falzoni.
O amigo Márcio Arouca o definiu como "Ãcone do esporte no PaÃs". "Ele incentivava e descobria talentos. Era a principal pessoa que fomentava esse esporte", disse ontem. A loja, contou, era referência para quem buscava produtos e também servia de ponto de encontro para atletas e admiradores do BMX.
Douglas Leite de Oliveira, o Doguete, de 26 anos, atual referência brasileira no esporte, lamentou a morte e relembrou o apoio que teve no inÃcio da carreira. "Ele sempre ajudou a molecada, a ponto de eu ir lá fazer conserto e ele dizer para pagar quando puder. Sempre dava conselho e sempre foi bom com todos."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo