15/02/2021 18h10
Escola estadual em SP vai voltar com 1/3 dos alunos, diz secretário
Escolas da rede estadual paulista devem funcionar com apenas 35% da capacidade nas duas primeiras semanas de fevereiro. Cada unidade poderá definir a própria rotina, mas a proposta é que os estudantes façam rodÃzio e frequentem a escola uma ou duas vezes por semana no inÃcio do ano letivo.
As aulas no Estado devem ser retomadas no dia 1.º de fevereiro. Em dezembro do ano passado, uma resolução estadual definiu que as escolas abririam mesmo na fase vermelha, a mais restritiva do Plano São Paulo. Atualmente, as regiões de MarÃlia, Sorocaba, Registro e Presidente Prudente estão na fase laranja. O restante do Estado, incluindo a Grande São Paulo, segue na fase amarela. A resolução de dezembro havia estabelecido retorno de até 35% dos alunos nas fases laranja e vermelha, 70% na fase amarela e 100% na fase verde.
Nas duas primeiras semanas do ano, porém, mesmo as regiões da fase amarela deverão voltar só com 35% dos alunos da rede estadual. A medida, divulgada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão, valerá apenas para a rede estadual - as redes municipal e privada poderão seguir os porcentuais definidos no Plano São Paulo.
Os municÃpios também podem ser mais restritivos do que o Estado, como é o caso da capital paulista, que só autorizou o retorno para aulas regulares no ensino médio. Ainda não há definição sobre como será a volta à s aulas na cidade de São Paulo em fevereiro.
Hoje o Conselho Estadual de Educação se reúne para definir a obrigatoriedade de professores e estudantes retornarem à escola - uma posição defendida em dezembro pelo secretário Rossieli Soares.
ABC resiste
Divergindo da decisão do governo paulista, municÃpios da Grande São Paulo anunciaram, também ontem, que as escolas da rede pública só devem reabrir em março. A decisão foi tomada, em reunião, pelos sete prefeitos do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, que dizem ter considerado o inÃcio da vacinação contra a covid-19 para definir a volta à s aulas. A posição inclui Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Para a rede privada, o retorno, nessas cidades, será em 18 de fevereiro.
O posicionamento desagrada a Secretaria Estadual da Educação, que defende a reabertura das escolas para atendimento emocional dos estudantes e para reduzir as defasagens de aprendizagem. A Secretaria da Educação diz não haver "qualquer embasamento cientÃfico" para barrar o retorno em fevereiro. "Assim, no caso da publicação do referido decreto, caso não haja justificativa epidemiológica cabÃvel, a Seduc-SP tomará as medidas judiciais cabÃveis", informou o órgão.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo