10/01/2022 19h10
Estado de SP reduz tempo de quarentena para vacinados que contraírem a covid-19
A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo reduziu o perÃodo de quarentena para pessoas infectadas com o novo coronavÃrus que já tenham se vacinado. A recomendação agora é de isolamento de sete dias para pessoas que apresentem sintomas e de cinco dias para os assintomáticos.
Mudanças no perÃodo de quarentena já haviam sido adotadas em recomendações de autoridades dos Estados Unidos, França e no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde também estuda uma mudança nesse prazo.
O titular da pasta da Saúde paulista, Jean Gorinchteyn, pontuou, no entanto, que é preciso avaliar de forma correta o inÃcio dos sintomas. Segundo ele, a transmissão ocorre nos primeiros três dias de sintomas. Os prazos estabelecidos são de comum acordo com o Ministério da Saúde, segundo Gorinchteyn.
Há duas semanas, o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla original) também adotou o novo intervalo de isolamento como recomendação para os infectados pela covid nos Estados Unidos. A orientação é que, após cinco dias, aqueles que não apresentem sintomas da doença ou já estejam imunizados possam retomar o convÃvio social desde que usem máscara facial por mais cinco dias quando estiverem com outras pessoas.
"A mudança é motivada pela demonstração cientÃfica de que a maior parte da transmissão ocorre no inÃcio do curso da doença, geralmente 1-2 dias antes do inÃcio dos sintomas e 2-3 dias depois", disse o órgão. Para todos os cidadãos expostos ao coronavÃrus, o CDC também recomenda um teste de antÃgeno no 5º dia após a exposição.
Caso haja sintomas, a quarentena se torna imediatamente obrigatória, até que um novo diagnóstico confirme que os sintomas não são atribuÃveis à covid-19. A medida, porém, divide cientistas.
A França também autorizou, na semana passada, que profissionais de saúde assintomáticos voltem ao trabalho, ainda que com resultado positivo para o coronavÃrus.
A redução da quarentena foi adotada diante do elevado afastamentos de médicos e enfermeiros e a sobrecarga dos hospitais.
Fonte: Estadão Conteúdo