19/04/2018 15h20
'Estamos chocados em saber deste crime terrível', diz Uber em nota
Um motorista da Uber foi assassinado na quarta-feira, 18, quando entrou por engano em uma favela de Niterói, na região metropolitana do Rio. Temendo um ataque de rivais, criminosos da comunidade Palmeira, que fica no bairro Fonseca, dispararam contra o Cobalt branco dirigido por David Francis Silva Soares, de 38 anos.
Os traficantes colocaram o corpo de David no banco de trás do veÃculo e o levaram para uma comunidade vizinha, Engenhoca, onde criminosos estão em guerra com a quadrilha que domina a Palmeira. O objetivo teria sido confundir os policiais com relação à autoria do crime.
Segundo policiais, o motorista teria entrado na área com os vidros fechados e o pisca alerta desligado, o que "violaria" orientações passadas por criminosos para quem entra no local. Ele estaria em deslocamento para buscar um passageiro.
Em nota, a PolÃcia Militar informou que a vÃtima foi encontrada "já em óbito no interior de um veÃculo".
A PolÃcia Civil informou que "a vÃtima era motorista de um aplicativo e ao entrar no Morro da Palmeira, no Fonseca, na Zona Norte de Niterói, para buscar um passageiro sem ligar o alerta do veÃculo, David acabou baleado por traficantes da que atuam nessa comunidade".
"Em constantes guerras pelo controle das bocas-de-fumo da região com integrantes de uma facção criminosa, estes suspeitaram que havia rivais dentro do Cobalt branco", informou em nota a PolÃcia Civil.
A Delegacia de HomicÃdios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraà (DHDGI) faz operação, na manhã desta quinta-feira, 19, para tentar prender os autores do crime.
Uber
A Uber soltou a seguinte nota sobre o caso: "Estamos chocados em saber deste crime terrÃvel. Compartilhamos nossos sentimentos de mais profundo pesar com a famÃlia do motorista parceiro David Silva Soares neste momento de dor. A Uber permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei, e esperamos que as autoridades tragam o responsável à justiça o mais rápido possÃvel."
Fonte: Estadão Conteúdo