14/07/2019 22h20
Família encontrada morta em apartamento foI vítima de vazamento de gás
Quatro pessoas da mesma famÃlia foram achadas mortas ontem, em um apartamento em Santo André, no ABC paulista. Elas foram vÃtimas de um vazamento de gás do aquecedor instalado no local. A taxa de monóxido de carbono medida pela perÃcia no apartamento foi mais de 20 vezes o nÃvel tolerado pela saúde.
Os corpos foram encontrados pela irmã de uma das vÃtimas, que morava no mesmo prédio e estranhou a falta de notÃcias dos parentes desde que ele chegaram de uma viagem à Disney, na noite de sexta-feira. Segundo informações da PolÃcia Militar, a corporação foi acionada à s 12h02 para uma ocorrência de morte suspeita na Rua Haddock Lobo, na Vila Bastos. As vÃtimas não tinham sinal de violência.
A arquiteta Kátia Utima, de 47 anos, foi encontrada morta debaixo do chuveiro ainda ligado. O exaustor também queimava gás, segundo o depoimento do cunhado do casal, Cláudio, à polÃcia. A menina Bárbara, de 14 anos, estava no andar de cima da beliche, ainda com o cobertor intacto. O empresário Roberto, de 46 anos, estava abraçado ao filho Enzo, de 3 anos, na cama de baixo da beliche. As malas não haviam sido desfeitas.
A polÃcia desconfia que a mãe teria sido a última a tomar banho, após a famÃlia chegar de viagem, pois a filha mais velha já tinha ido dormir - e o pai ninava o mais novo. Com as janelas fechadas e o gás produzido durante todo esse tempo, teriam morrido todos ao mesmo tempo. "Não foi encontrada nenhuma chaminé de exaustão", diz o delegado Roberto Von Haydin, do 1.º DP de Santo André. Em junho, antes de viajar, as quatro vÃtimas já haviam sido atendidAs por um médico com crises de vÔmito e outros sinais de intoxicação. Na época, porém, foram diagnosticadas com sinusite e desidratação. Na mesma semana, uma calopsita de estimação da famÃlia morreu.
O sÃndico do prédio disse à polÃcia que um técnico da Comgás foi chamado ao local, logo após os corpos terem sido encontrados. Ele informou que o equipamento de exaustão estava instalado de forma irregular.
Segundo Haydin, a polÃcia testou o equipamento, e encontrou os nÃveis intoleráveis. Tanto o perito quanto o médico-legista citam intoxicação e asfixia como causa provável da morte da famÃlia. "Nós vamos investigar quem tirou (a chaminé). Mas pode ter sido a própria vÃtima", disse o delegado.
Fonte: Estadão Conteúdo