10/08/2018 20h20
Famílias deixam Largo do Paiçandu 3 meses após incêndio
Os sem-teto que ocupavam o Largo do Paiçandu, no centro de São Paulo, desmontaram as barracas na tarde desta sexta-feira, 10. O acampamento foi erguido no local após o desabamento do EdifÃcio Wilton Paes de Almeida, em 1° de maio. Na noite desta quinta-feira, 10, equipes de limpeza trabalhavam no local, que já não conta mais com os gradis que separavam as pessoas desabrigadas do passeio público.
Segundo a Prefeitura, as famÃlias que permaneciam na área nos últimos meses não tinham relação com o edifÃcio, mas se tratavam de pessoas em situação de rua. A administração municipal disse que as pessoas haviam vindo de outras regiões da cidade na expectativa de recebimento de algum benefÃcio.
Nas últimas semanas, a Prefeitura disse ter intensificado o trabalho de abordagem na tentativa de uma desocupação voluntária da praça e, desde então, "o número de famÃlias acampadas foi reduzido de 132 para 37 famÃlias."
"As famÃlias remanescentes e que aceitaram acolhimento estão sendo encaminhadas para as 14,5 mil vagas da rede de assistência social, com estrutura para população em situação de rua e espaços adequados ao perfil familiar", informou a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB), que deverá visitar o largo neste sábado, 11.
A praça terá a limpeza reforçada, já que a Prefeitura diz que as ações de zeladoria vinham sendo impedidas pelas famÃlias, "o que gerou aumento da insalubridade da área e colocou em risco a saúde das famÃlias que insistem em permanecer no espaço público".
A administração relatou ter analisado pedidos de 435 famÃlias que se apresentaram como vÃtimas, sendo que 291 comprovaram morar na ocupação e estão recebendo auxÃlio moradia.
Fonte: Estadão Conteúdo