11/01/2018 12h10
Febre amarela mata todas as famílias de macacos bugios do Horto Florestal de SP
Todas as famÃlias de macacos bugios ("Alouatta guariba clamitans") do Parque Horto Florestal, na zona norte de São Paulo, foram mortos pela febre amarela. Ao todo 67 macacos morreram após contrair o vÃrus da doença.
A informação, antecipada nesta quinta-feira, 11, pelo jornal "Folha de S.Paulo", foi confirmada pelo secretário de Meio Ambiente do Estado, MaurÃcio Brusadin, em entrevista à Rádio Eldorado. Segundo ele, as famÃlias de bugios do Horto Florestal foram dizimadas. "Essa é a notÃcia mais triste. Infelizmente essa população acabou toda morrendo."
Ele lembrou, porém, que foi justamente a aparição do primeiro macaco morto que possibilitou a descoberta da circulação do vÃrus no parque - e fez com que o governo do Estado agisse com rapidez e imunizasse a população do entorno.
"Esse primeiro macaquinho que morreu salvou a vida de diversas pessoas daquele entorno. O macaco nunca pode ser violentado por isso. Ele é o nosso sentinela, ele que avisa: olha a doença está aqui, se cuidem aÃ", explicou Brusadin.
Segundo o secretário, há cinco famÃlias da macacos bugios que estão resguardadas no departamento de áreas verdes. "Assim que os cientistas nos derem a garantia de que é possÃvel reintroduzi-los com segurança aos parques, nós vamos fazer isso para recuperar a população de bugios da Cantareira e Horto Florestal", afirmou Brusadin.
Ainda de acordo com o secretário, no Horto Florestal há espécies de macacos prego ("Sapajus sp") e saguis ("Callitrix sp-saguis", "Calicebus nigrifons-sauá") que não foram atingidas pelo vÃrus.
Nesta quarta-feira, 10, o Horto Florestal, o Parque da Cantareira, na zona norte, e o Parque Ecológico do Tietê, na zona leste de São Paulo, todos da gestão estadual na capital paulista, foram reabertos para a população.
Os parques da zona norte foram fechados no dia 20 de outubro, quando houve a confirmação de que um macaco bugio morreu após ser infectado pelo vÃrus da febre amarela. A unidade localizada na zona leste teve a visitação interrompida no dia 10 de novembro por causa de um macaco infectado levado para tratamento no local.
Para visitar as unidades, os frequentadores terão de se vacinar contra a doença. Faixas colocadas nos parques informam que a imunização deverá ser feita dez dias antes da visita, mas não haverá cobrança de comprovante de vacinação nos locais.
Imunização
A partir do dia 3 de fevereiro, terá inÃcio a vacinação em regiões que ainda não foram afetadas pelo vÃrus no Estado. A meta é vacinar 6,3 milhões de pessoas de 53 municÃpios até 24 de fevereiro. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 7 milhões de paulistas tomaram a vacina no ano de 2017. Entre 2007 e 2016, 7,6 milhões de pessoas haviam sido imunizadas.
Fonte: Estadão Conteúdo