02/05/2018 13h40
Funcionários retiram documentos de edifício ao lado de prédio que desabou
Um dos prédios interditados no entorno do edifÃcio que desabou é comercial, tem 42 salas e se localiza número 132 do Largo do Paiçandu. As telhas se quebraram com o impacto da queda e os últimos três andares do prédio foram queimados pelas chamas.
Quem trabalhava no local foi orientado pela Defesa Civil nesta manhã a retirar papéis, caixas e embalagens. Muitos trabalhadores entraram para retirar o material logo cedo. De acordo com a Defesa Civil, o prédio permanecerá interditado sem data de reabertura. Um segundo edifÃcio, atrás do antigo prédio da PolÃcia Federal que desabou, também foi interditado e o acesso está barrado.
SÃndico há 14 anos do prédio, o contador Élcio Alves Penteado, de 78 anos, explicou que nesta manhã funcionários das salas comerciais retiraram contratos, documentos e tÃtulos a pedido da Defesa Civil, que vai avaliar a situação do imóvel.
Penteado vê com bons olhos a saÃda obrigatória do prédio, pois teme um desabamento. Ele apontou para a reportagem parte da parede rachada no topo do edifÃcio. Mas, de acordo com ele, as rachaduras já estavam no local e não foram provocadas pela queda do edifÃcio vizinho. "Agora, vão cobrir o prédio com placas de madeira. Se ruir, essa placa rachada, cai em cima das madeiras, e não das pessoas", afirmou. "A nossa apreensão é de que essa placa caÃsse na cabeça dos inquilinos".
O contador disse que vai torcer para não chover nos próximos dias, já que, com as telhas quebradas no topo, os buracos no telhado podem molhar as salas comerciais. A expectativa dele é poder retornar ao trabalho na próxima segunda-feira, mas não há qualquer previsão oficial.
Fonte: Estadão Conteúdo