07/05/2021 22h10
Governador defende atuação da polícia após 28 mortes em operação no Jacarezinho
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), defendeu a atuação da PolÃcia Civil durante a operação em que foram mortos 27 moradores da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, na quinta-feira, 6; um policial também morreu na ação. "Antes de mais nada, é preciso deixar claro que a operação de ontem realizada pela PolÃcia Civil foi o fiel cumprimento de dezenas de mandados expedidos pela Justiça", afirmou Castro em vÃdeo de 1 minuto e 57 segundos divulgado na tarde desta sexta-feira, 7.
"Foram dez meses de trabalho de investigação que revelaram a rotina de terror e humilhação que o tráfico impôs aos moradores. Crianças eram aliciadas e cooptadas para o crime. FamÃlias inteiras eram expulsas de suas casas e mortas", seguiu o governador, atribuindo o confronto a criminosos.
"A reação dos bandidos foi a mais brutal registrada nos últimos tempos. Armas de guerra prontas para repelir a ação do Estado e evitar as prisões a qualquer custo. Em nenhum lugar do mundo a polÃcia é recebida com fuzis e granadas, quando vai cumprir seu papel", disse. A operação foi realizada para tentar prender 21 pessoas acusadas de tráfico de drogas.
Castro afirmou ter determinado "total transparência ao processo" de investigação do caso, e disse ter conversado sobre a operação policial nesta sexta-feira com o procurador-geral da República, Augusto Aras, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, o procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Mattos, e o defensor-geral do Estado, Rodrigo Pacheco. "O governo do Estado é o maior interessado em apurar as circunstâncias dos fatos", completou.
Fonte: Estadão Conteúdo