03/08/2018 17h40
Governo brasileiro lamenta críticas feitas por relatores especiais da ONU
O Brasil lamentou, por meio de nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, as crÃticas feitas por relatores especiais da ONU à s medidas de austeridade do governo Temer, que estariam tendo reflexos negativos em questões relacionadas a polÃticas sociais. "O governo brasileiro lamenta que, sem terem dado a devida consideração a informações prestadas pelo Brasil, titulares de procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos tenham feito crÃticas infundadas à s polÃticas de equilÃbrio fiscal brasileiras, conforme nota conjunta divulgada pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH)", diz a nota do Itamaraty.
No comunicado divulgado pelas Nações Unidas, em Genebra, nesta sexta-feira, os relatores especiais da ONU pediram que as polÃticas econômicas do governo brasileiro sejam "reconsideradas" para que questões de direitos humanos sejam colocadas no "centro" da estratégia do governo. Para eles, a população tem "sofrido severas consequências". Os especialistas afirmaram que "pessoas vivendo em situação de pobreza e outros grupos marginalizados estão sofrendo desproporcionalmente como resultado de medidas econômicas rigorosas em um paÃs que já foi exemplo de polÃticas progressistas de redução da pobreza e de promoção da inclusão social".
"O governo brasileiro mantém estreita cooperação com os procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos e tem respondido, de forma transparente e substantiva, com a brevidade possÃvel, à s suas comunicações, inclusive no que diz respeito a polÃticas sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade. O Brasil também tem oferecido informações e comentários durante as sessões do Conselho de Direitos Humanos e em contatos diretos com os peritos e o EACDH", diz a nota divulgada pelo Itamaraty.
O Brasil defende ainda que, ao contrário do que sugere a nota conjunta do EACDH, o ajuste de contas públicas tem-se mostrado fundamental para a manutenção e aprimoramento das polÃticas sociais, entre elas, o Bolsa FamÃlia, o BenefÃcio de Prestação Continuada, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Nacional de Apoio à Captação de Ãgua da Chuva e outras Tecnologias Sociais e a PolÃtica de Microcrédito Produtivo Orientado. A nota cita ainda a criação de novos programas, como o Criança Feliz, e informa que, em 2017, foi realizado o maior repasse para Estados e municÃpios já verificado na assistência social no PaÃs: US$ 743 milhões, o que representa um aumento de 8% em relação a 2016.
A nota diz ainda que as medidas de equilÃbrio fiscal foram adotadas para que o Brasil pudesse fortalecer suas polÃticas sociais. "O necessário reequilÃbrio da economia brasileira beneficia, diretamente, as populações de baixa renda e ajuda a reduzir as desigualdades, por meio de maior estabilidade, combate à inflação e saneamento da dÃvida pública. Sem equilÃbrio fiscal não há sustentabilidade das polÃticas sociais", ressalta o governo na nota.
Fonte: Estadão Conteúdo