A Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) tem investido na aproximação de trabalhadores e empregados, por meio do aperfeiçoamento da captação de vagas nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Estado e no incentivo às iniciativas de economia solidária e de cooperativismo.
Nesta quinta-feira (11/5), na abertura do Seminário “O Contexto atual do trabalho - as mudanças e seus impactos”, promovido pela Sedese e realizado no Othon Palace, em Belo Horizonte, a secretária da Sedese, Rosilene Rocha, destacou a importância do Programa Busca Ativa, que já conta inclusive com um espaço na Unidade de Atendimento ao Trabalhador (UAT), no centro da capital mineira.
“Nós lançamos o Busca Ativa, em que os atendentes dos postos do Sine vão atrás dos empresários para fazer essa mediação. Por outro lado, na área da nossa Subsecretaria de Assistência Social, temos tentado priorizar esses postos de trabalho de acordo com os perfis de públicos mais vulneráveis”, contou.
Rosilene Rocha lembrou que outra ação da Sedese tem sido os investimentos em iniciativas de economia solidária. “Temos distribuído kits para a comercialização de produtos confeccionados nas regiões, porque são essas cooperativas que sustentam as famílias, especialmente produtores do campo”, destacou.
Em relação ao atraso no repasse de recursos pelo Ministério do Trabalho para manutenção principalmente das unidades do Sine, Rosilene Rocha disse o Governo de Minas Gerais tem trabalhado com recursos próprios para garantir o funcionamento dos postos até que haja a liberação do montante de aproximadamente R$ 15 milhões para o Estado.
“Os repasses estão atrasados não só para Minas, mas também para os outros estados. E o Governo de Minas Gerais não vai se furtar, enquanto a gente não resolver esse problema, que é uma realidade do Brasil”, explicou, lembrando que possivelmente em julho haverá um encontro com o ministro do Trabalho e Emprego, Ronaldo Nogueira, para tentar contornar a situação.
Durante o seminário, Rosilene Rocha criticou também as reformas trabalhista e previdenciária em curso no Congresso. “No caso da reforma da Previdência, que impacta o público com o qual a Sedese trabalha, temos uma proposta de reforma do Benefício de Prestação Continuada, que não é um benefício previdenciário, mas assistencial. Ele sequer deveria estar sendo tocado nessa reforma. Estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que teremos um crescimento da pobreza muito grande para os idosos. Esse benefício, em especial, representa para 79% dos beneficiários a principal fonte de renda e, para 50%, a única fonte”, disse, lembrando que a perda para os municípios brasileiros em relação à reforma previdenciária será em torno de 50% dos recursos que circulam pelas cidades.
“Todos os municípios vão ser afetados, porque nós temos beneficiários em todos eles, mas o percentual de impacto nas cidades de até 20 mil habitantes será muito superior às demais, beirando 50% de mais empobrecimento, só com a retirada da circulação desses benefícios de aposentadorias especiais”, disse.