04/02/2016 17h42
Grupo de matadores é responsável por mortes na zona sul, diz polícia
Policiais do Departamento de HomicÃdios e de Proteção à Pessoa (DHPP) anunciaram que "um grupo de matadores" é o principal suspeito por seis assassinatos ocorridos na região do Grajaú, na zona sul, entre os dias 26 de dezembro de 2015 e 31 de janeiro. Quatro integrantes do grupo foram presos, dois estão foragidos.
A polÃcia avalia se um homem encontrado morto no dia 1º de fevereiro, mas a cerca de 20 quilômetros do local dos crimes, também é vÃtima do grupo. Ele foi estrangulado com um pedaço de fio.
Segundo o delegado Camilo Veiga, os suspeitos pertencem a um assentamento de 600 famÃlias que invadiram um terreno da CDHU e decidiram matar as vÃtimas porque elas estariam praticando furtos em barracos dos assentados para sustentar o vÃcio em crack.
"Há notÃcia de que praticavam furtos no comércio local. Mas não é possÃvel afirmar que há envolvimento de comerciantes", disse o delegado.
As investigações apuraram que os criminosos ofereciam crack à s vÃtimas e combinavam de entregar a droga em um local um pouco distante do assentamento. Chegando lá, as vÃtimas eram espancadas e enforcadas com fios e cabos. Duas tiveram os corpos parcialmente carbonizados.
Até agora, foram identificadas cinco mulheres e um homem. A polÃcia diz que as vÃtimas eram usuárias de drogas e está sendo apurado o envolvimento com prostituição.
Segundo o delegado Veiga, uma testemunha ajudou a polÃcia a identificar os criminosos. Tatiane Rosa da Silva, de 23 anos, e Adinaldo Pereira Cunha Junior, de 19, foram presos durante a madrugada. Um adolescente foi apreendido. Leonardo de Jesus Bastos, de 32 anos, foi preso por roubo na região do assentamento e, segundo as investigações, está envolvido nas mortes que ocorreram antes da sua prisão.
O delegado Arlindo José Negrão explicou que no grupo de matadores nem sempre todos estavam juntos em um homicÃdio, mas um sabia do outro e as mortes eram premeditadas. "No começo, pela forma que ocorreram as mortes, cogitamos que o autor poderia ser um serial killer, mas com o decorrer das apurações, identificamos esse grupo. Temos testemunhas que estão nos ajudando a encontrar os outros suspeitos. Há pelo menos mais dois."
Fonte: Estadão Conteúdo