25/04/2017 15h36
Homem preso em Cascavel é apontado como líder de assalto no Paraguai
Um homem de 37 anos preso na manhã desta terça-feira, 25, em Cascavel, no oeste do Paraná, é apontado como o lÃder da quadrilha que roubou cerca de R$ 120 milhões da transportadora de valores Prosegur na segunda-feira, 24, em Ciudad del Este, no Paraguai, segundo a PolÃcia Federal.
O suspeito foi detido pela PolÃcia Rodoviária Federal (PRF) na rodoviária de Cascavel em um ônibus da linha Foz do Iguaçu-Curitiba. Natural de São Paulo, ele portava documento de identidade falso, de ItajaÃ, em Santa Carina.
Segundo o porta-voz da PF de Cascavel, Gustavo Korp, as informações colhidas até o momento indicam que ele seria o lÃder do bando. O homem, cuja identidade não foi revelada, está preso na Delegacia da PolÃcia Federal de Cascavel.
Até o inÃcio da tarde, 11 pessoas haviam sido presas durante a operação desencadeada em conjunto pelas PolÃcias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil em toda região oeste do Paraná. Barreiras e blitze estão sendo feitas em rodovias para prender o restante da quadrilha. Helicópteros auxiliam nas buscas.
Reféns
O cerco aos assaltantes não evitou o pavor dos moradores. Durante a madrugada, um grupo de 11 trabalhadores que dormia em uma residência, no municÃpio de Santa Helena, a 120 quilômetros de Foz do Iguaçu, foi feito refém.
Os criminosos entraram na casa anunciando que eram da polÃcia, roubaram uma van e obrigaram todos a entrar no veÃculo. A van foi abandonada em uma comunidade chamada Sede Alvorada, na região de Toledo, e os trabalhadores, que estão em Santa Helena para reformar um silo, foram liberados.
Todos os presos até agora são de nacionalidade brasileira. A polÃcia não divulgou nomes. Os agentes ainda apreenderam cinco fuzis, um malote com dinheiro nas moedas guarani, real e dólar, cujo total está sendo contabilizado, sete carros, dois barcos, sete quilos de explosivos, uma metralhadora calibre ponto 50 e coletes balÃsticos da PRF e da PolÃcia Civil.
Mansão
Em Ciudad del Este, agentes da PolÃcia Nacional do Paraguai identificaram uma mansão que provavelmente tenha sido usada pela quadrilha como base antes do assalto. Quatro peritos da PolÃcia Federal e um papiloscopista trabalham em conjunto com a polÃcia paraguaia em busca de vestÃgios biológicos e digitais.
"Pode acontecer de o criminoso ser abordado sem materialidade, mas se o DNA bater, ele pode estar vinculado ao local do crime", explicou o delegado-chefe da PF, Fabiano Bordignon.
Os policiais já colheram DNA de cinco presos.
Segundo Bordignon, o crime exigiu planejamento e não foi feito por amadores. Um gabinete de gestão de crise foi montado na Delegacia da PolÃcia Federal em Foz do Iguaçu para centralizar as investigações, que também têm apoio das PolÃcias Rodoviária Federal, Civil e Militar.
Fonte: Estadão Conteúdo