03/08/2018 21h00
Imagens mostram agressões de professor antes da morte de advogada no Paraná
Imagens de câmeras de segurança do prédio onde a advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, morreu após cair do 4º andar mostram uma sequência de agressões feita contra ela pelo marido, o professor LuÃs Felipe Mainvailer, de 32 anos, antes da queda. O vÃdeo obtido pela polÃcia reforça as suspeitas de que o homem foi o responsável por jogar a vÃtima do prédio, matando-a na hora, em Guarapuava, no interior do Paraná.
Às 2h34 do dia 22 de julho, um carro branco para em frente ao edifÃcio. Nele estão Mainvailer e Tatiane. É possÃvel notar que o homem desfere tapas contra a ela, puxando-a e empurrando-a na sequência. Em um momento chega a abrir a porta, mas ela é fechada na sequência.
Outras imagens publicadas pelo site G1 mostram quando o homem continua as agressões contra a mulher no estacionamento, no momento da chegada ao prédio. Ela tenta correr, mas é alcançada por ele, que a imobiliza. Tatiane continua sendo atacada enquanto sobe para o apartamento.
Às 3h01, já após a queda, ele sobe pelo elevador carregando o corpo da vÃtima, que foi recolhido por ele da calçada e posto no interior do apartamento. No elevador, ele demonstra desespero e tem manchas de sangue na camisa. Quatro minutos depois de retirar o corpo do elevador, ele volta com um pano com o qual parece limpar vestÃgios de sangue. Às 3h07, ele desce para o estacionamento e sai de carro, enquanto a polÃcia já estava na portaria do prédio para apurar o que havia acontecido.
O professor foi preso naquela mesma madrugada após se envolver em um acidente na Rodovia BR-277, no sentido de Foz de Iguaçu. Segundo a polÃcia, o suspeito tentava fugir para o Paraguai.
A discussão entre os dois no dia 22 teria ocorrido na comemoração do aniversário de Manvailer, quando a vÃtima teria pedido para olhar o telefone do marido. "A partir dali começaram as discussões, seguiram dali pra casa discutindo ainda e em casa, de acordo com ele, a discussão aumentou o tom, ela veio pra cima dele, que a imobilizou no sofá, e de acordo com ele, ela tomou o rumo da sacada e teria se atirado de repente", relatou o delegado Francisco Sampaio.
O delegado, porém, não acreditou nessa versão. "Essa versão não me parece nem um pouco verossÃmil, até porque alguns vizinhos foram ouvidos já, no sentido que ela gritava por socorro por várias vezes, inclusive quando foi até a sacada", concluiu.
Mainvailer foi indiciado na semana passada por feminicÃdio. O delegado Bruno Miranda Maciozeki, responsável pelo caso, afirmou que as evidências contra o marido são decisivas. "Ele retirou o corpo do local e apagou as manchas de sangue no hall do edifÃcio. As imagens do circuito interno de monitoramento do prédio mostram agressões brutais contra a vÃtima na garagem antes da queda", conta o delegado. A defesa do professor nega que ele tenha praticado o crime.
Fonte: Estadão Conteúdo