20/08/2016 17h48
Incidência de zika cai e Rio tem só um caso na semana antes da Olimpíada
Considerada uma das ameaças ao sucesso da OlimpÃada do Rio, a incidência do vÃrus zika na cidade caiu drasticamente na primeira semana de agosto, antes do inÃcio do evento. Apenas um caso da doença foi registrado no municÃpio no perÃodo, último dado disponÃvel, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) carioca. O balanço mostra que em todo o mês de julho houve 249 casos.
As estatÃsticas oficiais documentam a queda no número de infecções pela doença desde o inÃcio do ano. Em janeiro, foram 7.747 casos; em fevereiro, 7.425; em março, 7.170. Houve queda mais acentuada em abril, para 5.609, mas em maio (2.419) e em junho (801) houve recuos ainda maiores.
Para os Jogos, foi montado um esquema de fiscalização especÃfico para as áreas olÃmpicas, que vistoria constantemente possÃveis focos do mosquito. Desde abril, todas elas têm, pelo menos, um agente de vigilância ambiental de saúde credenciado e fixo. Equipamentos de dimensões maiores e com cronograma de atividades mais extenso têm até três agentes, e ainda fiscais nos arredores. De acordo com a SMS, o combate ao mosquito é constante mesmo nos meses de inverno, considerados de menor incidência da doença.
Na capital fluminense, são cerca de 3 mil agentes para fazer o monitoramento em cada domicÃlio. O revezamento de casas permite que cada famÃlia seja visitada uma vez a cada três meses, e já contabiliza 7,3 milhões de inspeções em 2016, até a primeira semana de agosto. Foram eliminados 618,4 mil depósitos de água parada e tratados 1,6 milhão. Em 2015, foram mais de 10 milhões de visitas.
PrevisÃvel
Para Roberto Medronho, professor de Epidemiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a diminuição dos casos está dentro do esperado para esta época. "A temperatura não é elevada e chove menos do que no verão, o que dificulta a reprodução."
O professor explica que outro fator que respondeu pela diminuição dos casos foi a intensificação das visitas residenciais para monitoramento do vÃrus, com a aproximação da OlimpÃada. Mas Medronho alerta que casas abandonadas ainda atrapalham o controle do vÃrus.
Segundo o professor, apesar do controle intensivo, novas epidemias não estão descartadas quando as altas temperaturas voltarem.
Fonte: Estadão Conteúdo