13/11/2017 20h50
Jovem é executado por não se apresentar a 'tribunal do crime'
Um jovem foi executado dentro de um bar neste domingo, 12, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, por não ter se apresentado a um "tribunal do crime" da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), onde seria julgado por furto. Uandison Ramalho Bonfim, de 22 anos, era acusado de ter roubado a corrente de ouro de um integrante da facção. Ele seria "julgado" por esse crime, mas não compareceu por medo de ser morto, segundo sua mulher declarou à PolÃcia Civil.
De acordo com o depoimento, Bonfim teria devolvido a corrente furtada, mas seu julgamento foi mantido para a noite de sábado, 11. Como ele não compareceu, acabou condenado à morte pelo PCC.
A vÃtima jogava sinuca com amigos em um bar da Vila VirgÃnia, quando um homem usando capacete entrou e fez vários disparos, todos contra a vÃtima. O rapaz foi atingido por quatro tiros de pistola calibre 380 e morreu na hora. O atirador fugiu na garupa de uma moto pilotada por um comparsa.
Até a tarde desta segunda-feira, 13, nenhum suspeito do crime tinha sido preso. A polÃcia recolheu imagens de câmeras instaladas no local.
Operação
No dia 18, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual em Ribeirão Preto, prendeu sete pessoas na Operação AntÃgona, deflagrada contra integrantes do PCC, suspeitos de participar de "tribunais do crime".
A investigação apurou que ao menos cinco pessoas foram julgadas e executadas com requintes de crueldade pelos integrantes da facção, a partir de junho deste ano. Uma das vÃtimas, de uma facção rival, foi morta a golpes de podão - facão de cortar cana. Alguns corpos foram enterrados após a execução e ainda não foram localizados.
Em setembro, duas vÃtimas foram resgatadas quando eram julgadas em uma favela do Jardim Anhanguera, na zona leste.
Fonte: Estadão Conteúdo