30/05/2018 14h31
Justiça impõe multa a petroleiros que impedirem serviços da Prefeitura de SP
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRTSP) determinou nesta quarta-feira, 30, uma multa diária de R$ 300 mil para o Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro SP) caso impeça o fornecimento de combustÃveis a veÃculos de serviços essenciais da Prefeitura de São Paulo. A decisão, em caráter liminar, acatou pedido da Procuradoria Geral do MunicÃpio.
"Não se pode impedir a população trabalhadora de uma cidade com as proporções territoriais de São Paulo fique sem o transporte que lhe garante o sustento, bem como que não exista combustÃvel para a garantia da segurança pública e da saúde", escreveu o juiz do trabalho Renato Sabino Carvalho Filho em sua decisão.
A determinação considera como veÃculos de serviço essencial os ônibus do transporte público, as ambulâncias da Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), os caminhões de coleta de lixo e os carros da Guarda Civil Metropolitana e da PolÃcia.
"A medida liminar para determinar que o réu (...) se abstenha de impedir, obstruir ou dificultar o cumprimento da medida acima. O descumprimento da medida por qualquer pessoa acarretará a tipificação do crime de desobediência", determinou o juiz.
Panorama. Na terça-feira, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve dos petroleiros, marcada para esta quarta-feira, 30. O tribunal estipulou multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.
Nas redes sociais, o Sindipetro SP afirma que, desde as primeira horas desta quarta-feira, estão em greve trabalhadores das refinarias de PaulÃnia e Capuava, no interior paulista. Segundo a instituição, a paralisação deve durar 72 horas. "Contra a polÃtica de preços irresponsável de Pedro Parente, que só prejudica a população brasileira", diz postagem do movimento no Facebook.
Em nota divulgada em seu site, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) alega que a paralisação "não afetará o abastecimento de combustÃvel no PaÃs"
Fonte: Estadão Conteúdo