17/02/2017 22h30
Justiça manda preservar recarga de aquífero em 6 municípios paulistas
A Justiça determinou ao governo estadual medidas de proteção ao aquÃfero Guarani em uma área de 2,5 mil quilômetros quadrados, na região norte do Estado de São Paulo. A sentença do juiz Mario Leonardo de Almeida Chaves Marsiglia, da Vara CÃvel de Cajuru, determina a criação de uma Ãrea de Proteção Ambiental (APA) para manter a superfÃcie preservada.
A área, com matas, pastagens e cursos d'água, abrange os municÃpios de Cajuru, Cássia dos Coqueiros, Santa Cruz da Esperança, Altinópolis, Serra Azul e Santo Antonio da Alegria e corresponde a um território igual ao do municÃpio de São Paulo.
A decisão, divulgada na quinta-feira, 16, atende a uma ação civil pública movida em junho de 2015 pelo promotor LuÃs Henrique Paccagnella, do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), do Ministério Público Estadual. "Medidas de regulação devem ser tomadas para a proteção do reservatório de onde se extrai a água que consumimos, sob a pena de corrermos o risco de logo não termos mais acesso a essa água", destacou.
O aquÃfero abastece toda a população de Ribeirão Preto e de outras cidades da região. O juiz considerou "clarividente" a necessidade de criar uma unidade de conservação de recarga do aquÃfero Guarani "para a tutela do meio ambiente ecologicamente equilibrado."
O diretor regional do Departamento de Ãguas e Energia Elétrica (Daee), Carlos Eduardo Alencastro, considerou que a decisão judicial não proÃbe as construções na área, apenas torna a liberação mais criteriosa. Ele disse que interessa ao Estado a proteção do aquÃfero para garantir o abastecimento da região e lembrou que, no caso de Ribeirão Preto, já foi notado um rebaixamento de 70 metros no nÃvel do manancial. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) estuda se vai recorrer da decisão.
Fonte: Estadão Conteúdo