06/09/2018 07h30
Juíza rejeita denúncia contra PMs por morte de garoto em São Paulo
A juÃza Debora Faitarone, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, rejeitou nesta quarta-feira, 5, a denúncia do Ministério Público contra cinco PMs envolvidos no caso do menino Ãtalo, morto a tiros na Vila Andrade em 2016. A magistrada disse que a acusação, que imputava os crimes de homicÃdio e fraude processual aos agentes, tem elementos de "fantasia" por parte do promotor e é "divorciada da realidade".
O promotor Fernando César Bolque havia denunciado à Justiça os policiais por acreditar que os agentes haviam atirado sem necessidade e forjado disparos por parte da vÃtima. Ãtalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos, foi morto após furtar um carro na garagem de um edifÃcio, colidir com outros veÃculos na rua e se envolver em uma perseguição com a PM, que o matou após o veÃculo parar.
A juÃza não concordou com a denúncia. "Percebe-se que a interpretação do Ministério Público aos fatos está totalmente divorciada da realidade e isolada nos autos, pois a PolÃcia Civil, a Corregedoria da PM e os peritos concluÃram que a ação dos policiais foi legÃtima", escreveu na decisão de 11 páginas. "O recebimento da denúncia, além de uma grande injustiça, seria uma negação do Estado aos direitos humanos dos policiais, os quais mataram sim, mas em combate, em situação de legÃtima defesa própria, de terceiros e também no estrito cumprimento do dever legal."
Marcas
Ela sustenta que os PMs confirmaram que Ãtalo efetuou disparos. Sobre o laudo pericial que aponta apenas marcas de tiros de fora para dentro, a magistrada rebateu. "Ele não atiraria com o vidro fechado! Por isso, é impossÃvel a perÃcia concluir que houve tiro de dentro para fora!". O Ministério Público vai recorrer. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo