17/10/2019 21h20
Laudo aponta que Raíssa foi estuprada antes de ser morta na zona norte de SP
A menina Raissa Eloá Capareli Dadona, de 9 anos, encontrada morta e amarrada em uma árvore no Parque Anhanguera, na zona norte, foi vÃtima de estupro e morreu por asfixia, segundo aponta laudo da PolÃcia Técnico-CietÃfica de São Paulo. Um garoto de 12 anos, que teria confessado o assassinato, está apreendido.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 17, pelo site do jornal Agora São Paulo. Assinado pela médica legista Paolla Rossi, o laudo descreve uma série de lesões sofridas por Raissa, incluindo ferimentos compatÃveis com mordidas, arraste, estrangulamento e enforcamento.
"O conjunto de vestÃgios descritos permite afirmar que a morte foi em decorrência de asfixia mecânica por obstrução de vias respiratórias, e as modalidades de constrição cervical e sufocação direta concorreram para o óbito", afirma o documento.
Ainda segundo o laudo, a análise externa do corpo permitiria afirmar que a variedade de lesões seria decorrente de "mais de um tipo de instrumento contundente". Os ferimentos teriam, ainda, "gravidades variadas (...) consequente à ocorrência de espancamento, indicando sofrimento aplicado à vÃtima nos momentos que antecederam a morte".
A médica legista não encontrou ferimentos que indiquem que RaÃssa tenha tentado ou conseguido se defender. Apesar disso, a PolÃcia Técnico-CientÃfica conseguiu recolher material genético sob as unhas da vÃtima que pode ajudar na investigação do caso.
Já outras lesões descritas no laudo seriam caracterÃsticas de estupro, com introdução de objeto contundente na vÃtima, segundo aponta o exame. Também foi encontrado sêmen no corpo da menina - o material foi recolhido para análise. Exame complementar apontou, ainda, ausência de álcool ou droga no sangue da vÃtima.
RaÃssa foi encontrada amarrada pelo pescoço a uma árvore do Parque Anhanguera no dia 29 de setembro. Ela havia desaparecido quando participava de uma festa com outras crianças em um Centro Educacional Unificado (CEU) vizinho.
Dois dias depois, a PolÃcia Civil informou que um garoto de 12 anos confessou ter assassinado a menina. O adolescente morava na mesma rua da vÃtima e foi visto na companhia dela no dia do crime.
Fonte: Estadão Conteúdo