08/10/2018 14h22
Líder do PCC ordenou morte de PM em Paraisópolis, afirma promotoria
O Primeiro Comando da Capital (PCC) sequestrou, torturou e executou a PM Juliane dos Santos Duarte, segundo o Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo. A promotoria ofereceu denuncia contra três pessoas pelos crimes cometidos em agosto em Paraisópolis, na zona sul. Ao menos outros dois suspeitos ainda não foram identificados.
Segundo o MPE, o denunciado Everaldo Severino da Silva Felix, o "Sem Fronteira", que está preso, ocuparia a função de "sintonia" do PCC em Paraisópolis. Após análise de mensagens trocadas por Whatsapp, as investigações concluÃram que teria partido dele a ordem de "sumir" com a policial.
Juliane foi dominada em um bar, na Rua Melchior Giola, após ter sido identificada como policial no inÃcio de agosto. Segundo a denúncia, ela foi rendida por quatro suspeitos e foi baleada duas vezes na região da virilha.
Dois deses criminosos seriam Felipe Oliveria da Silva, o "Tirulipa", e Elaine Cristina Oliveira Figueiredo, a "Neguinha" -- lÃder de uma biqueira do PCC na comunidade, de acordo com a promotoria. Ambos também estão presos. Os outros dois suspeitos ainda não foram identificados.
Ferida, a PM teria sido levada para um cativeiro e mantida viva por três dias. Laudos periciais apontam que ela foi vÃtima de espancamento, ficou em um local molhado e foi obrigada a ingerir álcool e cocaÃna no cárcere.
Após as buscas pela vÃtima desaparecida, Juliane foi levada para o porta-malas de um carro e executada com um tiro, à queima roupa, na cabeça.
Todos foram denunciados por homicÃdio triplamente qualificado (motivo torpe, meio que impossibilitou defesa da vÃtima e por ser agente de segurança), além de cárcere privado, tortura e formação de organização criminosa.
Fonte: Estadão Conteúdo