15/02/2021 17h59
Líderes do G20 nivelam importância da sustentabilidade à da pandemia
LÃderes das 20 maiores economias do mundo (G20) debatem nesta manhã de domingo durante evento paralelo de alto nÃvel do grupo sobre a chamada economia circular do carbono (CCE, na sigla em inglês). O evento é fechado, mas sete deles gravaram depoimentos sobre suas experiências e ambições em relação ao setor. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não estava entre eles. Durante a exibição do vÃdeo, alguns dos chefes de Estado e de governo colocaram a importância da sustentabilidade para o G20 no mesmo patamar das preocupações com a pandemia de coronavÃrus. O presidente americano, Donald Trump, disse que a estrutura do Acordo de Paris não serve aos Estados Unidos, mas que o paÃs é o que mais investe no setor.
O primeiro a falar foi o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, da Arábia Saudita, que neste ano é a presidente do G20. Para ele, o grupo conseguirá, unido, mitigar os efeitos negativos sobre o meio ambiente. "Salvaguardar o planeta é algo de extrema importância. Temos que ser pioneiros em sustentabilidade e colocar metas ambiciosas de ambiente", afirmou. O paÃs se comprometeu a produzir 50% de sua energia a partir das fontes eólica e solar até 2030.
Na sequência, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, que será o próximo paÃs a liderar o G20, prometeu ampliar as ambições do grupo durante a presidência de 2021. "O impacto da pandemia não deve afetar nossa determinação de atingir nossos objetivos", alertou, salientando que os dois assuntos são "a maior pressão do nosso tempo". "Estou convencido que o G20 pode guiar o mundo para a direção correta", disse, acrescentando não haver "escapatória", a não ser a redução das emissões de carbono.
Já o primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, o último paÃs a estar à frente da presidência rotatória do G20, disse que o grupo tem de trabalhar junto, como um time. Ele aproveitou para enfatizar o anúncio feito no mês passado pelo governo de reduzir a meta de emissão lÃquida para zero até 2050. O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, ressaltou que é preciso apoiar o crescimento, mas também a sustentabilidade. "Sempre temos que ter um olhar para o futuro e para o mundo que vamos deixar para nossas crianças", disse. Ele relatou que o paÃs baniu a exportação de lixo plástico e citou medidas adotadas pela Austrália que foram premiadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O presidente chinês, Xi Jinping, por sua vez, disse que é preciso fortalecer a resposta do G20 à s mudanças climáticas. Ele também descreveu iniciativas nesse sentido promovidas recentemente pelo seu paÃs. "Podemos proteger o ecossistema com respeito à natureza. A Terra é uma casa compartilhada. Precisamos proteger o planeta azul."
Já o premiê indiano, Narendra Modi, ressaltou que todos estão focados em salvar seus cidadãos e economias por causa da pandemia. "Igualmente importante é manter nosso foco nas mudanças climáticas. Temos que viver em harmonia com o meio ambiente", declarou. Ele disse estar contente em dividir a informação de que seu paÃs não só já atingiu a meta acordada em Paris, como a superou.
O último a gravar um depoimento foi Trump. Ele disse que os Estados Unidos trabalham para ter a água e o ar mais limpos do planeta, e que o paÃs está investindo "bilhões" nesse sentido. O presidente afirmou também que é preciso neste momento proteger os trabalhadores americanos e os empregos do paÃs, além de promover a sustentabilidade. Para o americano, as crÃticas feitas aos Estados Unidos sobre meio ambiente são "muito injustas", e são motivadas apenas pela decisão do paÃs, em seu governo, de não ser mais um signatário do Acordo de Paris. Para ele, o pacto não atende à s necessidades dos EUA. "Os Estados Unidos e o G20 têm uma oportunidade importante de manter esse trabalho", disse sobre o clima e a acessibilidade energética.
Fonte: Estadão Conteúdo