03/12/2016 09h40
Marcola tem outros 6 codinomes; foragida era repórter de TV -
LÃder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, de 48 anos, teria outros seis codinomes usados para transmitir ordens nas comunicações da facção, segundo o relatório produzido pela PolÃcia Civil na Operação Ethos. Ele seria chamado também de Amigo 1013, Boy, Playboy, 40 e ainda Narigudo e Ladrão de Oxigênio.
Em uma das comunicações flagradas pela PolÃcia Civil enviadas a Marcola e ao preso Antonio José Muller Júnior, de 50 anos, o Granada, um dos advogados relacionados ao esquema pede mudanças na forma de receber seus pagamentos. Ele temia que a polÃcia descobrisse que ele recebia da facção.
As planilhas de controle da facção chegam a detalhar atendimentos médicos que os lÃderes do PCC recebiam por meio do esquema. Marcola teria feito uma consulta em agosto de 2015, segundo esses controles. "Vale a menção acerca de um esquema envolvendo médicos e dentistas da região de Presidente Prudente, também relatados pelas investigações policiais, que podem estar envolvidos em crimes de lavagem de capitais, especialmente quando recebem quantias incompatÃveis com simples procedimentos médicos", diz o relatório, que cita o pagamento de R$ 81 mil a um médico, em caso um investigado paralelamente.
Foragida
Cinco das 54 pessoas identificadas nas investigações ainda estão foragidas e tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Uma delas é Luana de Almeida Domingos, de 29 anos, inscrita na subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da Lapa, zona oeste de São Paulo. A advogada atuou também como repórter no programa Superpop, da RedeTV!, entre 2012 e 2015. No relatório da PolÃcia Civil, ela figura como uma das defensoras encarregadas de transmitir os recados dos lÃderes para os operadores do PCC em liberdade.
O escritório do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que a defendia, informou que renunciou ao caso. O Estado não conseguiu localizar seu novo defensor.
Fonte: Estadão Conteúdo