31/10/2015 10h00
Mercadante vê melhora, mas muito desigual
O ministro Aloizio Mercadante afirma que o PaÃs conseguiu ampliar o acesso à educação - impulsionado em boa parte por programas sociais com o Bolsa FamÃlia - e alcançou melhorias das notas médias das avaliações nacionais nos últimos anos. O progresso, no entanto, ocorreu de forma desigual e, diante deste cenário, mudanças são necessárias para consertar as diferenças, sustenta.
"Quando olhamos o Ideb (Ãndice de Desenvolvimento da Educação Básica) dos anos iniciais, passamos de 3,8 para 5,2. E a meta do Ideb para 2021 é 6. Portanto, nós demos um salto extraordinário no conjunto do sistema. Só que essa melhora foi muito desigual. Então, nós temos de focar agora exatamente nessas crianças", diz o ministro.
Mercadante sustenta que a implementação do Pacto Nacional Pela Alfabetização na Idade Certa, em 2012, poderá começar a apresentar resultados de combate à diferença nas notas dos alunos. Para ele, a defasagem na alfabetização é fator-chave para entender resultados diferentes entre escolas. "Uma criança que não aprende a ler, depois não lê para aprender", diz.
Com a alfabetização, o governo também aposta em alterações no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) para tentar reverter o quadro. Segundo o ministro, a previsão é de que o programa, que é um estágio de alunos de Pedagogia nas escolas, seja focado em unidades prioritárias, visando a especificamente reforçar a aprendizagem em Português e Matemática.
O ministro também entende que novas polÃticas precisam focar na manutenção do estudante na escola. "O processo de distribuição de renda permitiu que a população fosse à escola. Mas agora precisamos, além do acesso, ter uma polÃtica de permanência. O Bolsa FamÃlia ajuda porque agora acompanha a frequência escolar." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo