02/04/2019 21h50
'Minha filha foi vítima' diz pai de acusada da morte do jogador Daniel
O segundo dia de audiências de testemunhas de defesa no julgamento da morte do jogador Daniel foi marcado por um pedido de desculpas feito pelo pai da ré Cristiana Brittes, Pedro Rodrigues, à famÃlia do ex-jogador. Cristiana é acusada, com outras seis pessoas, de ter participado do homicÃdio de Daniel.
Rodrigues foi ouvido como testemunha na manhã desta terça-feira, 2, pela juÃza Luciane Regina de Paula. Segundo uma pessoa que acompanhava a audiência, o sogro de Edison Brittes - que confessou o crime - pediu perdão à mãe de Daniel pela morte do atleta. Em seguida, defendeu a filha, que considera vÃtima no episódio.
"Minha filha foi vÃtima", afirmou, ao lembrar que Daniel chegou a fazer fotos deitado com Cristiana - que dormia - antes de ser morto.
No final da audiência, o assistente de acusação e advogado da famÃlia de Daniel, Nilton Ribeiro, reclamou do excesso de risos e gestos da famÃlia Brittes durante as audiências. "Os réus riem e agem como se estivessem numa festa, só falta a bebida", comentou.
No final do dia, a defesa da famÃlia emitiu nota contestando a crÃtica. "A informação de que os réus se comportavam de maneira incompatÃvel com um rito de audiência é falsa e foi rechaçada pelo Judiciário, responsável pelo processo", disse a famÃlia Brittes, em nota.
Oito testemunhas foram ouvidas nesta terça. As audiências irão prosseguir na manhã até a sexta, 5. Até lá, um total de 77 testemunhas já terão prestado depoimento. Após as audiências, a juÃza decidirá se os denunciados serão levados ou não a júri popular.
São réus na ação: Edison Brittes, 38 anos, Ygor King, 19, David Willians Vollero Silva, 18 e Eduardo Henrique da Silva, 19 anos e Cristiana Brittes, 35, Allana Brittes, 18, Evelyn Perussi, única que não foi detida.
Caso
Em 27 outubro de 2018, Daniel foi encontrado morto em uma estrada rural na Colônia Mergulhão, em São José dos Pinhais, com o pênis decepado e praticamente decapitado, após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, na casa noturna Shed, em Curitiba. Em seguida ele foi até a casa da aniversariante e foi flagrado por Edison na mesma cama que Cristiana Brittes, sua esposa, que dormia.
Edison o acusou de tentar estuprar a esposa e passou a agredi-lo com a ajuda de outros convidados. Daniel havia feito fotos ao lado da mulher e enviado para amigos em grupo de WhatsApp. Depois de ser duramente espancado, ele foi levado para a estrada rural, onde foi assassinado.
Fonte: Estadão Conteúdo