27/06/2018 14h30
Ministro da Defesa defende continuidade de intervenção no Rio
O ministro da Defesa, general de Exército Joaquim Silva e Luna, defendeu a continuidade da intervenção no Rio, num momento em que o projeto tem sofrido crÃticas por não ter reduzido Ãndices de violência. Em uma feira de equipamentos de segurança, na Zona Portuária do Rio, no inÃcio da tarde desta quarta-feira, 28, o ministro disse que a redução dos Ãndices será uma "consequência" do projeto.
Durante o evento, manifestantes chegaram a fazer um protesto, na entrada da feira, contra a morte de Marcos VinÃcius da Silva, de 14 anos, baleado a caminho da escola, no complexo de favelas da Maré, durante uma operação policial. O grupo desenhou mãos de tinta vermelha no chão e escreveu "Estado do RJ". No local, também estava presente o secretário de Segurança do Rio, Richard Nunes, que não falou com a imprensa.
O ministro da Defesa disse que "ao invés de ficar fazendo medidas midiáticas e pirotécnicas", a intervenção pretende deixar uma polÃcia "estruturada, motivada e em condições de prestar serviços" e entregar resultados.
"Essa é uma preocupação do interventor e de quem participa disso. A redução dos Ãndices de criminalidade será consequência dessa intervenção", afirmou. "É preciso que se entregue o planejamento que está sendo feito a um ponto de não retorno. A partir daquele ponto, ele tem que prosseguir", disse.
Segundo dados divulgados em maio pelo serviço Fogo Cruzado, a intervenção federal na segurança do Rio não reduziu o número de tiroteios/disparos de armas de fogo na região metropolitana do Rio.
De acordo com os números, houve 2.309 tiroteios ou disparos de arma de fogo na região metropolitana nos três meses após a intervenção. No mesmo perÃodo do ano passado, haviam sido 1.239 notificações. Houve, portanto, um aumento de 86% nos registros de tiroteios/disparos.
Fonte: Estadão Conteúdo