12/02/2018 09h10
Mocidade expõe cultura indiana à brasileira na Sapucaí
Atual campeã do carnaval, após dividir o tÃtulo de 2017 com a Portela, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi a sétima e última escola a desfilar na primeira noite de exibições das agremiações de elite no sambódromo do Rio de Janeiro. A escola discorreu sobre a Ãndia e destacou elementos tÃpicos daquele paÃs que chegaram ao Brasil e se tornaram famosas aqui, como frutas e animais. O desfile criado pelo carnavalesco Alexandre Louzada foi didático, mas menos luxuoso e criativo do que Vila Isabel e Mangueira, outras agremiações que desfilaram nesta primeira noite de exibições.
A Mocidade começou fazendo referência aos deuses e à religiosidade do povo da Ãndia. Depois tratou da primeira referência ao Brasil, logo no descobrimento: segundo a história oficial, as caravelas portuguesas procuravam um caminho para as Ãndias quando chegaram à nova terra - daà os habitantes terem sido chamados de Ãndios.
Em seguida foram narradas lendas brasileiras, e depois começou uma sequência de frutos trazidos da Ãndia para o Brasil: banana, coco, manga, jaca e tamarindo, além de pimenta e outros temperos. As alas seguintes trataram do boi - a raça zebu, espécie mais difundida no Brasil, também veio da Ãndia. Nas últimas alas e no derradeiro carro alegórico, a religiosidade voltou à cena. A escola pode voltar no desfile das campeãs, mas dificilmente conquistará o bicampeonato.
Fonte: Estadão Conteúdo