15/02/2021 18h13
MP investiga se governo de Rondônia fraudou índices de ocupação de hospitais
O aumento de internações pela covid-19, que sobrecarrega o sistema de saúde de Rondônia, levou o Ministério Público do Estado a abrir um inquérito para investigar o colapso na região.
Em uma análise preliminar, a Promotoria alega ter encontrado indÃcios de fraudes na divulgação dos leitos disponÃveis no Estado. Os Ãndices de ocupação dos hospitais são atualizados em informes diários pela chamada 'Sala de Situação Integrada', composta por Secretaria Estadual de Saúde, Defesa Civil e Agência Estadual de Vigilância Sanitária.
"Uma possÃvel adulteração teria sido praticada nos relatórios", informou o MP. A investigação para apurar possÃveis crimes de falsidade ideológica e improbidade administrativa é encabeçada pelo promotor Geraldo Henrique Ramos Guimarães, que coordena a força-tarefa de enfrentamento à covid-19 instituÃda no Ministério Público de Rondônia.
Na avaliação da Promotoria, o governo estadual escondeu o real número vagas de UTI para evitar a cobrança por medidas mais rÃgidas de isolamento social.
A perÃcia nos relatórios aponta, por exemplo, que balanços divulgados no inÃcio de janeiro incluÃram como disponÃveis 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero), o hospital de campanha montado na capital Porto Velho, inutilizados por falta de médicos.
"A real situação do Estado veio à tona recentemente, expondo a ausência de leitos e a necessidade do Estado em transferir pacientes para outros Estados", afirma o MP.
No último sábado, 23, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), declarou estado de colapso na saúde da capital. Também no fim de semana, o governador Marcos Rocha (sem partido) confirmou a crise no sistema de saúde e informou que precisaria transferir pacientes infectados com o novo coronavÃrus a outros estados.
COM A PALAVRA, O GOVERNO DE RONDÔNIA
A reportagem entrou em contato com o governo estadual e aguardava resposta até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto a manifestaç.
Fonte: Estadão Conteúdo