28/02/2017 17h54
No Rio, 5 das 32 vítimas de acidentes em alegorias seguem internadas
Cinco das 32 vÃtimas nos dois acidentes com os carros alegóricos das escolas Unidos da Tijuca e ParaÃso do Tuiuti seguiam internadas na tarde desta terça (28), sem previsão de alta médica. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, das três vÃtimas da ParaÃso, o caso mais grave é de Maria de Lurdes de Moura, de 58 anos, que respira por aparelhos. Ela está no Hospital Souza Aguiar, no Centro do Rio. Já Elisabeth Ferreira Jofre, de 55 anos, e Lucia Regina de Mello Freitas, de 56 anos, apresentam quadro estável. Já as duas vÃtimas do acidente que envolveu a escola tijucana estão estáveis.
Hoje (28), o carro da ParaÃso foi levado novamente para a SapucaÃ, onde passou por uma nova perÃcia. Ele está com a roda que dá direção ao carro, apelidada "roda maluca", quebrada. O carro da Unidos da Tijuca também passou por perÃcia, na Cidade do Samba. O acidente deixou 12 feridos.
Informações preliminares da 6ª Delegacia de PolÃcia (Cidade Nova), que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente, apontam que parte da estrutura do carro alegórico cedeu. Foi feito um exame de engenharia por peritos da PolÃcia Civil. Há a suspeita de que tenha ocorrido excesso de peso na estrutura do carro que desabou. Um dos diretores da Unidos da Tijuca já prestou depoimento ontem para a PolÃcia Civil.
Um representante da empresa responsável pelo carro alegórico também foi ouvido. Segundo a PolÃcia, "todas as possÃveis causas do acidente serão investigadas e diversas diligências estão em andamento com o fim de esclarecer o caso."
A Unidos da Tijuca afirmou em nota que "nesse momento, preocupa-se em dar toda assistência aos envolvidos no acidente. As causas serão devidamente apuradas e será fornecida toda a colaboração necessária às investigações".
Já a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), que promove o desfile, emitiu nota afirmando que manifesta sua preocupação com os episódios ocorridos nos desfiles. "Em 33 anos de existência do Sambódromo, inaugurado em 1984, houve poucas ocorrências dessa natureza envolvendo carros alegóricos. A entidade aguarda a conclusão da perÃcia para esclarecer as causas, dando todo suporte institucional e operacional. A Liesa lamenta profundamente os ocorridos (sic) e informa que se reunirá com todas as agremiações para realizar os ajustes que se fizerem necessários, buscando sempre o aprimoramento do espetáculo", afirmou.
O Corpo de Bombeiros informou que realiza vistoria nos carros alegóricos uma semana antes do desfile e no dia do desfile, antes de entrarem na avenida. A corporação também informou que as alegorias devem cumprir requisitos relacionados à prevenção contra incêndio e pânico e apresentar um documento chamado Anotação de Responsabilidade Técnica das instalações elétricas, por exemplo, que são assinadas por engenheiros.
Fonte: Estadão Conteúdo