03/04/2017 08h40
Novas escolas focam estudo no exterior e classe A
Com ensino bilÃngue, perÃodo integral, currÃculo inspirado no de outros paÃses, forte presença tecnológica em sala de aula e mensalidades que podem alcançar R$ 8 mil, novas escolas que acabaram de abrir as portas no Brasil vêm atraindo famÃlias de classe alta e, além de preencherem todas as vagas, já têm fila de espera e planos de expansão.
É o caso da escola Concept, do Grupo SEB, que iniciou suas atividades neste ano em Ribeirão Preto (SP) e em Salvador (BA). Os 350 alunos das duas unidades têm aulas das 7h50 à s 15h40 em salas com paredes móveis, que podem ser alteradas de acordo com as atividades, mesas organizadas em cÃrculos, projetos interdisciplinares, laboratórios de robótica e maquinário industrial para criarem protótipos e equipamentos.
Com mensalidades médias de R$ 4,2 mil, a Concept preencheu todas as vagas oferecidas e tem lista de espera. "Nosso projeto é o que acreditamos como a antecipação do futuro da escola. Educação inovadora aposta no protagonismo do aluno para engajá-lo e descobrir suas habilidades e paixões", disse Thamila Zaher, diretora executiva do grupo, que deve chegar à capital paulista nos próximos anos.
A médica e empresária Fernanda França, de 46 anos, de Salvador, matriculou os três filhos, de 11, 10 e 9 anos, na escola, por acreditar que a metodologia os ajudará a serem criativos e vai prepará-los para estudar no exterior. "O ambiente os estimula a buscar novas experiências. Eles falam em ir para fora, inovar. Não sei se continuarão com o desejo, mas terão a chance." Como atividades extracurriculares - pagas à parte -, eles optaram por mandarim e caratê.
No Rio, a Escola Eleva também começou a funcionar neste semestre. Foram matriculados 372 alunos e a intenção é duplicar as vagas em 2018 - a fila tem 2 mil nomes. Amaral Cunha, diretor da unidade, define a escola como o "prime product" do grupo - a mensalidade custa a partir de R$ 3,9 mil -, que tem outras quatro redes e produz material didático. "Queremos que o modelo seja um espelho para as outras."
Na Eleva, os alunos do 1.º ao 5.º ano estudam metade do tempo em inglês. Segundo Cunha, os pais buscaram o local por estarem cansados do modelo pedagógico "com foco no professor" e que prepara os estudantes para os vestibulares nacionais. "São pais preocupados com questões como sustentabilidade e empreendedorismo."
A seleção para 2018 começa nos próximos meses, com palestra, entrevista com a famÃlia e provas para os candidatos. O grupo também quer abrir uma unidade em São Paulo.
Unidades pelo mundo
A capital paulista ganhará em 2018 uma escola com perfil semelhante: a Avenues. Com unidade em Nova York e previsão de abertura em Londres, Dubai e outros 18 locais, a Avenues tem mensalidades que chegam a R$ 8 mil e lista com 2,5 mil crianças cadastradas para 2,1 mil vagas.
A proposta é oferecer ensino bilÃngue e estÃmulo à curiosidade e ao desenvolvimento das habilidades pessoais. Segundo Alan Greenberg, cofundador da escola, o currÃculo das várias unidades será integrado, e os alunos poderão passar um semestre em cada câmpus. "As famÃlias que nos procuraram querem o estudo no exterior e uma educação moderna e tecnológica." No ensino médio, os alunos terão Inglês, Português e Matemática como disciplinas obrigatórias e, ao fim, receberão diplomas brasileiro e americano.
A empresária Lili Carneiro, de 33 anos, colocou os filhos, de 1 ano e 10 meses e de 5 meses, na fila de espera, apesar de a entrada na escola ser com 3 anos. "Os colégios nacionais estão aquém no ensino e sem investimento em tecnologia." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo