21/11/2018 11h51
Operação da PF investiga bandidos que se passavam por juízes federais
A PolÃcia Federal (PF) abriu nesta quarta-feira, 21, a Operação Nascostos. A investigação mira em crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e organização criminosa com associação para o tráfico de entorpecentes.
Segundo a PF, "criminosos, fazendo-se passar por magistrado federal e se utilizando de documentos falsos (inclusive, cartões de crédito 'clonados') de outras vÃtimas, compravam passagens aéreas para terceiros por rotas atÃpicas, em detrimento da imagem da Justiça Federal".
Os agentes cumprem cinco mandados de prisão preventiva, nove de prisão temporária, 27 de busca e apreensão e oito de sequestro e bloqueio de bens. Também estão sendo ouvidas pessoas nos Estados do Acre, Paraná, do Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em municÃpios de São Paulo.
A investigação começou em 2017, na Delegacia de PolÃcia Federal em Sorocaba, cidade do interior paulista. "Em razão de outros dados obtidos, foi possÃvel apurar a existência de uma organização criminosa com bases em São Paulo, Campo Grande e Cuiabá com atuação em âmbito nacional e internacional", informou a PF.
Os investigadores apontam indÃcios de que o esquema esteja "coligado" e/ou seja "uma célula integrante de alguma das facções criminosas conhecidas do público em geral".
"Essa organização mediante procedimentos fraudulentos, também, alugava veÃculos e não os devolvia à s locadoras, comprava passagens aéreas para pessoas cooptadas, fazia reserva de hotéis e realizava financiamentos", relata a PF.
"Alguns dos beneficiários das passagens e locação de veÃculos foram presos por tráfico de entorpecentes. ImprescindÃvel destacar, ainda, que vários membros dessa organização criminosa também respondem por crimes de homicÃdio e tráfico de entorpecentes e há indÃcios de transações financeiras internacionais."
O nome da operação significa "ocultos" ou "escondidos" no idioma italiano e faz alusão ao modus operandi utilizado pelo esquema para o cometimento dos estelionatos, pois os criminosos sempre se utilizavam de documentos falsos em redes sociais e sites da internet, objetivando ocultar as verdadeiras identidades de seus integrantes.
Fonte: Estadão Conteúdo