07/01/2020 13h50
Operação que acabou com 17 mortos em Manaus foi legítima defesa, conclui polícia
Os policiais que atuaram em uma operação contra uma facção criminosa que terminou com 17 pessoas mortas agiram no estrito cumprimento do dever legal, concluiu o inquérito conduzido pela PolÃcia Civil. Os investigadores disseram que não há indÃcios de homicÃdio doloso (quando há intenção de matar) praticado pelos agentes.
O confronto aconteceu em outubro de 2019 no bairro Crespo, na zona sul de Manaus. A PolÃcia Militar foi acionada para ocorrência após receber denúncias de que um grupo de 50 homens que seriam membros da facção FamÃlia do Norte (FDN) chegaram armados ao Beco Becil para atacar integrantes do Comando Vermelho (CV). O objetivo, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), era tomar o controle de um ponto de venda de drogas.
De acordo com o delegado Sinval Barroso, titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), os policiais agiram no estrito cumprimento do dever legal e em legÃtima defesa. No inquérito, a ação dos policiais foi classificada como uma "reação à agressão que sofreram por um grupo que se preparava para atacar uma facção rival".
Como o confronto se estendeu por diversos becos da localidade, a polÃcia disse que o isolamento do local foi prejudicado e a consequente perÃcia nessas áreas. Durante a ação, foram apreendidas 17 armas de fogo e veÃculos. Uma grande quantidade de cápsulas deflagradas foi recolhida.
A PolÃcia Civil afirmou que o inquérito não encontrou indÃcios do crime e que das mais de 30 testemunhas ouvidas na investigação, nenhuma deu informações nesse sentido. Além disso, os próprios policiais prestaram socorro médico à s vÃtimas. Sob responsabilidade do DRCO e da Unidade de Apuração de Atos Infracionais da PolÃcia Civil do Amazonas, o inquérito foi concluÃdo e encaminhado à Justiça no dia 11 de novembro, conforme a SSP-AM.
Investigação própria
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) abriu um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) para apurar o caso. A 61ª Promotoria de Justiça de Controle Externo de Atividade Policial (61ª Proceap), responsável pelo PIC, vai realizar novas diligências nos próximos dias.
Já o inquérito policial será anexado ao PIC. Caso o MP-AM tenha um parecer diferente, o documento pode retornar à PolÃcia Civil para aprofundamento as investigações. Dependendo do resultado Procedimento Investigatório, o Ministério Público pode ofertar uma denúncia à Justiça ou arquivar o caso.
Fonte: Estadão Conteúdo