09/02/2016 09h42
Parte dos recursos dos EUA será enviado para países afetadaos pelo zika
O presidente Barack Obama anunciou na segunda-feira, 8, que pedirá US$ 1,8 bilhão ao Congresso americano para o combate do zika e o desenvolvimento de vacina contra o vÃrus, mas afirmou que não há razão para pânico. "A boa notÃcia é que isso não é como ebola, as pessoas não morrem com zika", disse Obama em entrevista à rede de TV CBS.
A maior parte dos recursos -US$ 828 milhões- será destinada ao combate do mosquito transmissor do vÃrus, treinamento de pessoal, expansão dos testes da doença e pesquisa da relação entre zika e microcefalia. Outros US$ 200 milhões serão destinados ao desenvolvimento de vacina contra o vÃrus, atualmente inexistente. A proposta prevê ainda a destinação de US$ 335 milhões a ações em paÃses afetados pelo mosquito transmissor do zika, em especial na América Latina.
O Brasil é um dos principais focos de transmissão do vÃrus. No fim de janeiro, Obama conversou sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff e ambos concordaram intensificar a cooperação bilateral no combate da doença. Cientistas brasileiros viajaram ao Texas para participar do esforço de desenvolvimento da vacina contra o zika.
Mas avanços concretos nessa frente ainda demandarão alguns anos, disse ontem Anthony Fauci, que dirige o instituto de doenças infecciosas do Centro de Controle de Doenças (CDC). Segundo ele, a fase inicial de teste pode ser concluÃda em 2016. Depois disso, seriam necessários pelo menos mais dois anos até a comercialização da vacina.
Fauci disse não esperar contaminação por zika em grande escala nos EUA. Na semana em que conversou com Dilma por telefone, Obama convocou seus principais assessores da área de saúde para reunião na Casa Branca na qual se discutiu os riscos de expansão do vÃrus.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, 26 paÃses e territórios das Américas registraram transmissão local de zika. Apesar de os EUA não terem contaminação pelo mosquito dentro da região continental, a Casa Branca disse ontem que há registro de aumento da atividade do Aedes aegpyti em territórios e regiões mais quentes do paÃs, como Porto Rico.
"O governo federal está monitorando o vÃrus zika e trabalhando com nossos parceiros domésticos e internacionais de saúde pública para alertar os provedores de assistência médica e o público sobre o zika", disse nota da Casa Branca. Entre dezembro e o dia 5 de fevereiro, os EUA confirmaram 50 casos de pessoas que contraÃram o vÃrus em viagens a outros paÃses. A preocupação das autoridades é que o aumento das temperaturas na primavera e no verão favoreça a reprodução do Aedes e facilite a transmissão da doença dentro do paÃs, especialmente nos Estados do Sul.
Na entrevista à CBS, Obama destacou a atenção com as gestantes. "O que nós sabemos é que parece haver algum risco significativo para mulheres grávidas ou que estão pensando em ficar grávidas", observou. "Mas não deve haver pânico em relação a isso."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estadão Conteúdo