08/08/2020 18h50
Pazuello lamenta mortes e volta a defender 'início imediato de tratamento'
O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, lamentou as mortes pelo novo coronavÃrus e, no dia em que o PaÃs atingiu 100 mil óbitos por covid-19, voltou a defender o inÃcio imediato de tratamento, mesmo com a ausência de um medicamento com eficácia comprovada cientificamente.
Em menos de seis meses, o Brasil atingiu a marca de 100 mil mortos por coronavÃrus. O PaÃs contabiliza neste sábado à tarde, 8, um total de 100.240 mortes, segundo dados do levantamento realizado pelo Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL com as secretarias estaduais de Saúde. Se o PaÃs fizesse 1 minuto de silêncio em homenagem a cada vÃtima, teria de passar 70 dias calado.
"O Ministro da Saúde interino, Eduardo Pazuello, lamenta profundamente por cada vida perdida na pandemia da covid-19. Não se trata de números, planilhas ou estatÃsticas, mas de vidas perdidas que afetam famÃlias, amigos e atingem o entorno do convÃvio social", diz nota da pasta distribuÃda à imprensa neste sábado, 8, sem mencionar o número de óbitos.
Na manifestação, o ministro voltou a defender o que classifica como "conduta precoce" no combate à covid-19, que na prática envolve a prescrição de medicamentos sem a eficácia comprovada cientificamente. "A ida ao médico, o diagnóstico precoce e o inÃcio imediato do tratamento, com a prescrição do medicamento mais adequado a cada caso, é o que pode sim fazer a diferença."
Assim como fez o presidente Jair Bolsonaro, Pazuello deu destaque para o número de pacientes recuperados - "mais de dois milhões de brasileiros curados" - mas não fez menção direta aos dados de mortes no PaÃs. "O ministro agradece o empenho, dedicação e altruÃsmo dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à covid-19 com o firme propósito de salvar vidas."
Conforme o Estadão antecipou, Pazuello cobrou da equipe técnica da pasta uma mudança na divulgação das informações sobre a doença. O ministro interino pediu que seus assessores separem as informações por regiões do PaÃs todas as "santas vezes" que falarem sobre os números da doença. A intenção de Pazuello é evitar que Estados e municÃpios com menos registros de casos novos tomem medidas drásticas considerando o cenário nacional.
Neste sábado, 8, quando o PaÃs completa 84 dias sem ministro da saúde e atinge a marca de 100 mil mortes por covid-19, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) decretaram luto oficial em homenagem à s vÃtimas que perderam a vida pela covid-19 no PaÃs.
Abaixo, a nota do Ministério da Saúde na Ãntegra:
"O Ministro da Saúde interino, Eduardo Pazuello, lamenta profundamente por cada vida perdida na pandemia da Covid-19. Não se trata de números, planilhas ou estatÃsticas, mas de vidas perdidas que afetam famÃlias, amigos e atingem o entorno do convÃvio social. O Ministério da Saúde permanece trabalhando 24 horas por dia em parceria com estados e municÃpios para garantir que não faltem recursos, leitos, medicamentos e apoio à s equipes de saúde.
Pazuello reitera que, a qualquer sinal ou sintoma da doença, as pessoas procurem imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa. A ida ao médico, o diagnóstico precoce e o inÃcio imediato do tratamento, com a prescrição do medicamento mais adequado a cada caso, é o que pode sim fazer a diferença.
O ministro agradece o empenho, dedicação e altruÃsmo dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento à Covid-19 com o firme propósito de salvar vidas.
O Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo em número de pacientes recuperados, registrando mais de dois milhões de brasileiros curados."
Fonte: Estadão Conteúdo