06/09/2016 14h30
Pessoas que viajam para área de zika devem usar preservativo por seis meses
A Organização Mundial da Saúde (OMS) modificou nesta terça-feira, 6, a orientação sobre uso de preservativo para casais que viajaram para regiões onde há a presença do vÃrus zika. O prazo recomendado passou de oito semanas para seis meses - mesmo para as pessoas que não tenham tido qualquer sintoma do vÃrus.
O novo alerta foi feito no mesmo dia em que a entidade apontou que os riscos de um contágio nos Jogos ParalÃmpicos no Rio são baixos, mas não inexistentes. Em documento publicado nesta terça, porém, a entidade estima que "evidências cada vez maiores mostram que a transmissão sexual do vÃrus é possÃvel e mais comum que se achava antes". "A preocupação existe por causa da associação entre o vÃrus zika e microcefalia, complicações neurológicas e sÃndrome de Guillain-Barré", explicou a OMS.
Até agora, 17 estudos indicaram a forte probabilidade de transmissão sexual do vÃrus. A infecção por meio do sexo foi identificada em 11 paÃses, entre eles Estados Unidos, Argentina, Chile, Nova Zelândia e diversos locais na Europa. No caso dos EUA, foi registrada ainda a transmissão por meio de sexo anal e novos estudos apontam para a possibilidade de infecção por meio do sexo oral.
Outra constatação da OMS se refere à presença do vÃrus no sêmen. Por enquanto, há a comprovação de que o vÃrus zika pode ficar até 41 dias ativo no sêmen. Outro estudo, realizado neste ano, detectou o zika no sêmen 14 dias após o fim da doença. Mas há casos em que o vÃrus pode ficar por um tempo ainda maior - na Itália, o sêmen de um homem foi testado positivo 181 dias depois de apresentar sintomas.
Fonte: Estadão Conteúdo