04/04/2016 12h45
PF desarticula quadrilha que usava redes sociais para ameaçar juízas federais
A PolÃcia Federal (PF) de Pernambuco deflagrou na manhã desta segunda-feira, dia 4, a operação Égide de Athena, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que utilizava as redes sociais para ameaçar duas juÃzas federais. Segundo a PolÃcia Federal, as mensagens de ameaça eram enviadas de dentro do Complexo Prisional do Curado, na zona oeste do Recife.
Ao todo, 30 policiais e um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atuaram para cumprir oito mandados de condução coercitiva no Recife, nos bairros do Rosarinho e Boa Viagem, e nas cidades de Olinda e Abreu e Lima, localizadas na Região Metropolitana do Recife.
Os alvos foram um advogado, um empresário (dono de provedor de internet) e parentes de um presidiário. Também foi expedido um mandado de prisão preventiva em favor do detento, que já cumpre pena em uma das unidades prisionais do complexo.
De acordo com a PF, em função da nova autuação, o homem será transferido para um presÃdio federal de segurança máxima.
Durante a ação foi feita também uma revista no Complexo Prisional do Curado, em que foram apreendidos quatro aparelhos celulares que estavam na cela do presidiário investigado. A perÃcia constatou que o preso usou uma conta de e-mail para pedir informações sobre compra de armas, questionando o preço da entrega no Recife.
Uma das juÃzas estava sendo ameaçada de morte pelo detendo depois de tê-lo condenado por duas vezes.
De acordo com informações da assessoria de comunicação da PF, a investigação começou há menos de um ano, quando um perfil no Facebook postou ameaças e intimidações a duas magistradas federais.
Durante a apuração, houve a quebra do sigilo da conta suspeita na rede social e a polÃcia identificou os endereços dos possÃveis usuários que acessaram a página no perÃodo da publicação das mensagens ofensivas.
A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos confirmou com a operadora telefônica que os acessos foram feitos do aparelho que consta no nome do detento.
Caso seja comprovado o envolvimento de outras pessoas no caso, os suspeitos podem cumprir pena de até quatro anos de reclusão. O preso investigado já esteve envolvido em um esquema que desviava recursos federais para pagamento do seguro-desemprego e do Bolsa FamÃlia, em 2013.
Desde o ano anterior, a quadrilha atuava em Olinda e foi responsável pela liberação de mais de 1,4 mil benefÃcios fraudulentos, causando um prejuÃzo de cerca de R$ 7 milhões aos cofres públicos. Na época, o detento foi condenado a 25 anos e quatro meses de reclusão por sentença expedida pela Justiça Federal.
Fonte: Estadão Conteúdo