09/11/2021 16h30
PF investiga 17 advogados e 8 servidores do INSS por fraudes em benefícios rurais
A PolÃcia Federal deflagrou nesta terça-feira, 9, a Operação Bússola contra suposta organização criminosa que frauda benefÃcios de aposentadoria por idade rural, mediante a falsificação e o uso de documentos públicos, no PiauÃ. Até o momento, 34 pessoas foram presas no âmbito da ofensiva.
Um efetivo de 200 agentes cumpre, ao todo, 16 mandados de prisão preventiva, 23 de prisão temporária e 57 de busca e apreensão. Entre os investigados com prisão decretada estão oito servidores do INSS, 17 advogados e 14 intermediários dos Estados do Piauà e Maranhão, diz a PF.
As diligências são executadas nas cidades de Teresina, Luzilândia, Demerval Lobão e Santo Antônio dos Milagres (PI); Timon, Caxias, Presidente Dutra, Parnarama, Codó, Anapurus e São João do Sóter (MA). As ordens foram expedidas pelo juÃzo da 1ª Vara Federal de Teresina, que ainda determinou o bloqueio das contas dos presos e a suspensão do exercÃcio da função pública para os servidores do INSS.
A Justiça Federal também determinou a imediata suspensão de 160 benefÃcios concedidos a 'pessoas fictÃcias' e a imediata revisão de 1.975 benefÃcios com indÃcios de fraude. Tal medida vai evitar um prejuÃzo futuro estimado em R$ 623 milhões, diz a PF.
De acordo com a corporação, a investigação que culminou na operação Bússola teve inÃcio em 2020 e foi desenvolvida no âmbito da Força Tarefa Previdenciária e Trabalhista no PiauÃ, integrada pela PF e pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista da Secretaria Executiva do Ministério do Trabalho e Previdência (CGINT/MTP).
Os investigadores dizem que já identificaram 1.975 benefÃcios de aposentadoria por idade rural com indÃcios de fraude, os quais teriam causado um prejuÃzo ao INSS de cerca de R$ 55,8 milhões, em valores já sacados.
O nome da operação, Bússola, faz referência 'ao direcionamento indevido dos requerimentos de benefÃcios protocolados pelos advogados/intermediários aos servidores concessores do grupo criminoso', afirma a PF.
Fonte: Estadão Conteúdo