08/04/2016 18h12
PM de folga é morto na frente da mulher e da filha em SP
Um policial militar de folga foi morto a tiros na frente da mulher e da filha, na região do Campo Limpo, zona sul da capital paulista, na manhã desta sexta-feira, 8. Abordado por criminosos, o soldado Gilberto Jorge da Silva Cardoso, de 35 anos, teve a arma roubada e foi vÃtima de três disparos na cabeça. A PolÃcia Civil tenta identificar os autores do crime.
O crime aconteceu por volta das 5h50, pouco depois de Cardoso sair de casa, acompanhado da mulher, para levar a filha do casal, de quatro anos, para uma consulta médica. No entanto, as vÃtimas, que estavam em um Toyota Corolla, foram surpreendidas por bandidos na Rua Prudêncio do Amaral, no Campo Limpo.
Policiais Militares que atenderam a ocorrência encontraram o soldado, pertencente à 4.ª Companhia do 36.º Batalhão (36.º BPM/M), caÃdo na calçada a cerca de 25 metros do veÃculo. Ele apresentava ferimentos na cabeça. Em estado de choque, a mulher do PM estava sentada dentro do carro. "Mataram meu marido", era a frase que a vÃtima repetia, segundo os policiais.
A mulher contou que a famÃlia tinha acabado de sair do condomÃnio onde morava e que, ao ser abordado, o PM teria saÃdo do carro. Então, um dos criminosos teria apanhado a arma dele, escondida sob o banco do carro, e atirou contra o policial. Os bandidos roubaram, ainda, dois celulares do casal.
Testemunhas afirmaram terem visto uma motocicleta e um veÃculo Fiat Uno, de cor prata, abordarem o carro das vÃtimas, mas não souberam dizer quantos criminosos participaram da ação. De acordo com o registro no 47º Distrito Policial (Capão Redondo), um dos bandidos usava boné de cor verde e tem cerca de 19 anos.
Ferido por três tiros na cabeça, o soldado foi socorrido ao Hospital Municipal do Campo Limpo, também na zona sul, onde teve a morte constatada pela equipe médica. Os investigadores não identificaram o número da arma roubada e nem encontraram estojos de projéteis no local do assassinato. Também não foram localizadas câmeras de segurança que possam ajudar na identificação dos veÃculos e dos autores do crime.
Fonte: Estadão Conteúdo