29/07/2020 15h00
Polícia Civil-DF prende estudante picado por naja por suspeita de crime Ambiental
A PolÃcia Civil do Distrito Federal prendeu na manhã desta quarta, 29, o estudante de veterinária de 22 anos que foi picado no dia 7 de julho por uma naja kaouthia, Pedro Henrique Kambreck Lehmkul. O mandado de prisão temporária do estudante, com duração inicial de cinco dias, foi expedido pelo juÃzo 1ª Vara Criminal do Gama, considerando indÃcios de que Lehmkul 'estaria envolvido em uma associação criminosa responsável, entre outras condutas, pela destruição de provas relacionadas a crimes ambientais'.
Segundo a PCDF, Lehmkul foi preso em sua casa, na região administrativa do Guará, a 30 quilômetros do centro de BrasÃlia. Um perito médico-legista da corporação acompanhou a diligência para verificar as condições de saúde estudante, que chegou a ser colocado em coma induzido em razão da picada da Naja.
O tratamento exigiu que o Instituto Butantan remetesse de São Paulo para BrasÃlia o soro antiofÃdico que tinha armazenado para o caso de um de seus pesquisadores que estudam a espécie naja fosse picado.
A prisão de Lehmkul faz parte da quarta etapa da Operação Snake, investigação aberta pela PCDF após o estudante ser picado pela Naja. Após o incidente, agentes do Batalhão da PolÃcia Militar Ambiental encontraram a cobra dentro de uma caixa abandonada na região central de BrasÃlia, próxima a um shopping da capital. O animal foi então entregue ao Ibama, que o repassou para o Zoológico de BrasÃlia.
Após a naja ser encontrada, o Batalhão de PolÃcia Militar Ambiental apreendeu mais 16 serpentes escondidas em caixas em uma área rural de Planaltina, que fica a cerca de 40 quilômetros de BrasÃlia. Das serpentes resgatados neste local, dez eram exóticas, de origem norte-americana, e seis nativas da Amazônia e do Cerrado.
O Ibama chegou a informar que multaria o dono do Aras em R$ 68 mil e Lehmkul em R$ 61 mil por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticos em cativeiro sem autorização.
A Operação Snake também chegou a prender temporariamente Gabriel Ribeiro, também estudante de medicina e amigo de Lehmkul , sob suspeita de ter ocultado serpentes que pertenciam ao jovem picado pela naja.
Na última semana, o juiz Renato Coelho Borelli, da 9ª Vara Federal CÃvel de BrasÃlia, determinou o afastamento da servidora do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Adriana da Silva Mascarenhas por ter concedido uma licença ao estudante de veterinária investigado pela criação ilegal de cobras nativas e exóticas.
Em outro desdobramento da investigação, a PolÃcia Civil do DF e o Ibama também interceptaram outra criação ilegal de répteis em uma residência na região administrativa de Vicente Pires, onde estavam seis serpentes: duas jiboias arco-Ãris da Caatinga, duas da espécie pÃton (Ãsia) e duas jiboias de Madagascar (Ãfrica). Os animais foram encaminhados aos cuidados do Zoológico de BrasÃlia. No mesmo local, uma jiboia nativa do cerrado e um lagarto do tipo teiu foram encontrados, mas o dono apresentou a documentação dos animais, segundo o Ibama.
A autarquia informou que o ambiente onde os bichos foram encontrados foi considerado inadequado. Por isso, o responsável foi multado por maus-tratos, no valor total de R$ 12 mil. Pelas serpentes mantidas de forma ilegal, o homem foi multado em mais R$ 27 mil. A casa ainda abrigava três tubarões do tipo bambu, espécie oriunda de paÃses da Oceania, além de um peixe moreia. (COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL)
Fonte: Estadão Conteúdo