22/03/2016 18h12
Polícia Civil pede à Justiça mais prazo para concluir inquérito sobre barragem
A PolÃcia Civil de Minas Gerais enviou nesta terça-feira, 22, pedido à Justiça em Mariana para prorrogação do prazo para conclusão do inquérito que apura os crimes ambientais ocorridos no rompimento da barragem da Samarco em Mariana. A solicitação foi enviada à juÃza Marcela Oliveira Decat de Moura, da comarca do municÃpio. Os rejeitos que vazaram da represa obstruiu nascentes d'água, destruiu matas e contaminou o Rio Doce.
Em outro inquérito, que apurou a morte das 19 pessoas vÃtimas da tragédia, o delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bustamente, pediu o indiciamento por homicÃdio e a prisão do presidente da Samarco à época do rompimento da barragem, Ricardo Vescovi, do diretor de operações, Kleber Terra, do gerente geral de projetos, Germano Silva Lopes, do gerente de operações, Wagner Milagres Alves, do coordenador técnico de planejamento e monitoramento, Wanderson Silvério Silva, e da gerente de geotecnia e hidrogeologia e coordenadora de operações, Daviely Rodrigues da Silva, além do engenheiro responsável pela declaração de estabilidade da barragem, Samuel Santana Paes Loures, da empresa Vogbr. No caso da Samarco, todos os funcionários se afastaram dos cargos.
O indiciamento, com dolo eventual (quando não há intenção de matar, mas assume-se o risco) foi por 19 homicÃdios (pena de reclusão de 12 a 30 anos por morte), inundação (três a seis anos) e poluição de água potável (dois a cinco anos). No caso do indiciamento por homicÃdios e o pedido de prisão, a decisão será da Justiça federal, conforme pedido feito pela procuradoria geral de Justiça de Minas Gerais. Em nota, a PolÃcia Civil afirma que caberá ao Judiciário definir em qual esfera da Justiça o pedido será avaliado.
Fonte: Estadão Conteúdo